19 de April, 2026
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Deputada luso-angolana quer melhorias nas relações entre Portugal e Angola

A deputada luso-angolana à Assembleia da República de Portugal, Eva Cruzeiro, garante que fará tudo o que esteja ao eu alcance para que as relações diplomáticas e de cooperação entre Portugal e Angola beneficiem quer portugueses, quer angolanos.
Eva Cruzeiro falava à margem da gala dos “Prémios ANJE Diáspora 2025”, realizada pela Associação Nacional dos Jovens Empresários de Angola, sábado último, em Lisboa, com vista a galardoar personalidades angolanas residentes no exterior que se têm destacado pelo mérito.

“Em Angola, temos mais de 200 mil portugueses, e em Portugal temos menos de 50 mil angolanos. As relações entre os dois países têm de ser as melhores possíveis e, naquilo que eu puder, irei colaborar para melhorá-las ainda mais, porque sou portuguesa, sou angolana, amo os dois países”.
Recentemente empossada à Assembleia Portuguesa como deputada pelo Partido Socialista, Eva Cruzeiro defende tratamento igual aos imigrantes dos dois lados e o incremento da cooperação em áreas como agricultura, indústria e comércio.
A também cantora de hip-hop, conhecida como Eva Rap Diva, que se notabilizou sobretudo em Angola, a nova deputada luso-angolana manifestou-se orgulhosa em ser em ser uma pessoa da sua geração que defende a causa dos angolanos.
“Quero dizer que onde quer que eu esteja, serei sempre a mesma. Quero também dizer que sou orgulhosamente portuguesa, mas sou orgulhosamente angolana. E são poucos os angolanos em vida que se podem orgulhar de ter defendido a causa dos angolanos como eu defendi nesta geração. A todos os angolanos, quero dizer que os meus valores são os mesmos; aquilo que eu quero para Angola mantém-se; aquilo que eu posso fazer, também”.
Eva Cruzeiro, uma das galardoadas na noite dos “Prémios ANJE Diáspora”, afirmou que se tem dedicado a ser uma referência de dignidade, honra, princípios, conhecimento e integridade.
“A vida, às vezes, tem escolhas que têm a ver com aquilo que é a nossa crença, com aquilo que nós sabemos que tem de ser feito; não com aquilo que é melhor para nós, mas com aquilo que é melhor para os nossos. E os nossos estão em Portugal, estão em Angola, estão no mundo e precisam de referências”, disse.
Falando do Prémio, que a surpreendeu, a cantora disse estar feliz pelo reconhecimento, referindo que existiram pessoas no passado que muito fizeram por Angola e partiram sem terem recebido um prémio.
“Quando se fala de mérito acaba por ser complicado medir. Mas tenho a convicção de que como artista fui exemplar; como pessoa que também defendeu os seus princípios, valores, aquilo em que acredita, as pessoas mais carentes, a justiça e igualdade, acho que tive um papel importante, não só na sociedade angolana, mas também na portuguesa e recentemente em Moçambique. De um modo geral, quando há uma guerra no mundo, eu posiciono-me sempre. Infelizmente é difícil termos artistas que se posicionam; devemos ter mais”, afirmou.

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