Angola associa-se às comemorações do 25.º Aniversário da adopção da Declaração e Programa de acção de Durban
Angola associou-se, esta terça-feira, 24, às comemorações do 25° aniversário da adopção da Declaração e Programa de Acção de Durban, marco histórico que representa a resposta mais abrangente da comunidade internacional no combate ao racismo, à discriminação racial, xenofobia e às formas conexas de intolerância, com especial atenção às pessoas de ascendência africana.
A posição foi firmada durante o painel de discussão de alto nível sobre a comemoração do 25° da adopção da Declaração e Programa de Ação de Durban, no quadro da 61ª sessão do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas que decorre de 23 a 25 de fevereiro, no Palácio das Nações Unidas, em Genebra.
A Secretária de Estado para os Direitos Humanos e Cidadania, Antónia da Cruz Yaba, que apresentou a declaração de Angola, sustentou que a luta contra o racismo e a discriminação racial está profundamente enraizada na sua própria história e trajectória, enquanto Nação independente.
“Angola reitera o reconhecimento dos princípios da Declaração de Durban sobre a existência da obrigação moral da comunidade internacional de enfrentar os legados históricos da escravatura, do colonialismo e do racismo sistémico”, referiu.
Sublinhou, por outro lado, que o diálogo contínuo e informado sobre medidas apropriadas e eficazes para reparar injustiças históricas é essencial para promover a justiça, a reconciliação e a igualdade.
A Secretária de Estado sustentou que a sustentabilidade financeira do sistema das Nações Unidas, incluindo dos mecanismos dedicados à luta contra o racismo, é uma condição essencial para evitar retrocessos e garantir resultados concretos no terreno.
A terminar, reiterou que, Angola continuará a apoiar a implementação plena, efectiva e não selectiva da Declaração e Programa de Acção de Durban, reafirmando que, o combate ao racismo, à discriminação racial, xenofobia e às formas conexas de intolerância é uma responsabilidade colectiva que exige vontade política, cooperação internacional e acções concretas.












