21 de May, 2026
#Angola

Embaixador Francisco José da Cruz defende promoção do crescimento inclusivo

O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Embaixador Francisco José da Cruz, defendeu, nesta quarta-feira, 20 de Maio, em Helsínquia, Finlândia, a promoção do crescimento inclusivo para garantir a transformação económica e oportunidades reais para os jovens, mulheres e comunidades vulneráveis.

O Embaixador alava no painel interactivo sobre Promover o Crescimento Inclusivo: Libertar o Potencial da Juventude, da Igualdade de Género e dos Geupos Marginalizados, no ambito do IV Fórum das Nações Unidas sobre o Futuro dos Países Menos Avançados (PMA).

O diplomata afirmou que, à medida que Angola avança na sua agenda de diversificação económica, reconhece que a criação de emprego digno exige investimento simultâneo na educação, no desenvolvimento de competências, no empreendedorismo, na transformação digital e no apoio às Micro, Pequenas e Médias Empresas (MPME).

Explicou que, no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento de Angola 2023-2027, o Governo tem vindo a implementar políticas destinadas a reforçar o Ensino e Formação Técnica e Profissional, a expandir as competências digitais, a promover o empreendedorismo e a melhorar o acesso às oportunidades de emprego, em particular para os jovens e as mulheres.

“Estamos também a trabalhar para alinhar melhor os sistemas educativos com as realidades do mercado de trabalho, promovendo, ao mesmo tempo, a inovação, a produtividade e a inclusão económica”, frisou.

Neste sentido, salientou que as MPME continuam a desempenhar um papel particularmente importante na criação de emprego, no desenvolvimento económico local e na capacitação dos jovens.

Entretanto, reconheceu que a transformação digital apresenta oportunidades importantes para os países em desenvolvimento, mas também corre o risco de aprofundar as desigualdades se o acesso à tecnologia, à conectividade e às competências digitais se mantiver desigual.

Advogou, por isso, que parcerias mais fortes entre os governos, o sector privado, as instituições financeiras internacionais, o sistema das Nações Unidas, a academia e os parceiros de desenvolvimento continuarão a ser essenciais para promover o crescimento inclusivo e criar oportunidades sustentáveis ​​para as gerações futuras.

O Representante Permanente de Angola sublinhou que a cooperação internacional deve dar maior ênfase ao desenvolvimento de capacidades, ao empoderamento dos jovens e à transformação estrutural a longo prazo, particularmente nos Países Menos Avançados e nos países que enfrentam vulnerabilidades estruturais.

Reafirmou o compromisso de Angola com políticas de desenvolvimento que coloquem as pessoas no centro.

A nível do continente africano, referiu que estas prioridades estão alinhadas com a Agenda 2063 da União Africana, que coloca o desenvolvimento humano, a inovação, a industrialização e o crescimento inclusivo no centro da transformação a longo prazo de África.

Realçou o facto de que, em África e em muitos países em desenvolvimento, a juventude representa não só uma realidade demográfica, mas também uma das nossas maiores esperanças e oportunidades para o desenvolvimento sustentável e a resiliência a longo prazo.

Ao concluir a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz reiterou que o crescimento inclusivo só será significativo se os jovens, as mulheres e as comunidades marginalizadas puderem aceder genuinamente a oportunidades, a uma educação de qualidade, a ferramentas digitais e a um trabalho digno, e participarem plenamente no desenvolvimento das suas sociedades.