18 de May, 2026
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Joaquim Chissano presente nas comemorações em Moçambique dos 50 anos de Independência Nacional

A Embaixada da República de Angola na República da Moçambique, celebrou ia 18 de Novembro, em Maputo, os 50 anos da Independência Nacional com uma concorrida cerimónia que contou com a participação de membros de governo moçambicano, corpo diplomático, empresários de diversos sectores e membros da comunidade angolana.

O Governo de Moçambique fez-se representar Caifadine Manasse, Ministro da Juventude e Desportos, tendo a actividade sido também prestigiadacom a presença de Lúcia da Luz Ribeiro, Presidente do Conselho Constitucional e por Joaquim Chissano, antigo presidente de Moçambique.

Ao proferir o discurso comemorativo, Jovelina Imperial, Embaixadora de Angola em Moçambique, destacou importância da data como um marco que representou, para todos os angolanos, o cumprimento de uma missão histórica de luta contra o colonialismo português que foi antecedida de uma guerra anticolonial muito difícil, mas determinada e vitoriosa, que propiciou o nascimento de uma nação livre, ansiosa por desempenhar plenamente o seu papel no concerto das nações livres e independentes.

A diplomata angolana discorreu sobre a trajectória de luta comum entre os dois países, e garantiu estarem as relações diplomáticas entre as Repúblicas de Angola e Moçambique alicerçadas nos laços históricos de irmandade e amizade forjadas na luta contra o colonialismo português, que culminou com a proclamação da independência de Angola, em 11 de Novembro de 1975 e de Moçambique, em 25 de Junho de 1975.

“A história conserva com respeito e alta gratidão todos quantos participaram nesta gesta de luta, em especial, ao Saudoso Presidente António Agostinho Neto, Fundador da Nação Angolana e ao Presidente José Eduardo dos Santos, Arquitecto do Acordo de Paz, assinado a 4 de Abril de 2002”; destacou a Embaixadora Jovelina Imperial, acrescentando ter sido com o sacrifício de todos os angolanos que a paz definitiva foi alcançada 27 anos após a proclamação da independência nacional, marco, a partir do qual, Angola vive bons momentos de segurança nacional e de estabilidade política e económica.

“São visíveis os progressos registados em todas as esferas da vida política, económica e social de Angola. Para citar alguns exemplos, de modo geral, foram consolidados os processos de unidade nacional, de democratização política e de estabilidade macroeconómica”; disse a Embaixadora, que garantiu, ser sob orientação de Sua Excelência João Manuel Goncalves Lourenço, que a República de Angola tem mantido a sustentabilidade de projectos da fase de reconstrução e tem vindo a implementar um leque diversificado de grandes acções de ampliação e modernização, destacando, entre outros, o novo Aeroporto Internacional Dr. Agostinho Neto, a construção de novas refinarias em Cabinda, Lobito e Soyo; e a modernização e ampliação da Refinaria de Luanda, assim como Corredor do Lobito.
Ao finalizar a sua alocução, a Embaixadora Jovelina Imperial, dirigiu-se aos angolanos que vivem em Moçambique, na qualidade de representantes naturais dos nossos povos, hábitos e cultura, num país que os acolheu e dos quais se espera uma conduta irrepreensível, que deve passar necessariamente, pelo respeito e observância das leis do país que escolheram como “segunda casa”, devendo contribuir para o seu desenvolvimento e bem-estar social.

Joaquim Chissano presente
nas comemorações em Moçambique
dos 50 anos de independência nacionalDestaca-se, no evento, a expressão cultural de Angola, com música ao vivo e a dança do grupo angolano Ballet Nginga Mbande