Embaixador Miguel Bembe participou em Eswatini no Programa de Indução de novos Membros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana
O Embaixador da República de Angola na República Democrática Federal da Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), Miguel César Domingos Bembe, participou, hoje, 30 de Março de 2026, em Matsaph, Reino de Eswatini, no Programa de Indução de novos Membros do Conselho de Paz e Segurança da União Africana, do qual terminou, nesta ocasião, o mandato de dois anos.
Ao intervir no acto, o diplomata angolano defendeu o reforço da coordenação interna entre o Conselho de Segurança e os demais órgãos relevantes da União Africana, de modo a aumentar a eficácia e a pertinência daquele órgão central de prevenção, gestão e resolução de conflitos em África.
A par desta proposta, Miguel Bembe falou, também, da importância do reforço das capacidades institucionais do Secretariado do CPS, dos métodos de trabalho e a melhoria da planificação estratégica do órgão.
O diplomata defendeu, ainda, a implementação de um sistema de acompanhamento e avaliação sistemática das decisões tomadas nos comunicados finais do órgão, o aumento da capacidade de antecipação através da análise prospectiva e do sistema de alerta prévio, assim como a melhoria da visibilidade e a comunicação do CPS.
Miguel Bembe aproveitou a ocasião para partilhar a experiência de Angola no seio do Conselho de Paz e Segurança, no quadro do fim do mandato naquele órgão.
Sobre este ponto, o diplomata angolano indicou que Angola procurou reforçar as suas capacidades internas para melhor responder às exigências do mandato, como o reforço da Missão Diplomática em Addis-Abeba com a afectação de novos diplomatas especializados em questões de paz e segurança.
Aflorou que o país trabalhou, também, na definição de objectivos claros, orientados por um tema central, designadamente,“Compreender as causas dos conflitos em África: rumo a soluções integradas que conjuguem desenvolvimento socioeconómico e paz duradoura”.
Esta abordagem, inscrita no Plano de Acção Estratégico (2024-2026), disse Miguel Bembe, estrutura-se em oito eixos prioritários, que traduzem a visão de Angola e seu compromisso.
Entre os referidos eixos, Miguel Bembe destacou o Político-Diplomático, que visa reforçar a acção diplomática e a concertação política para a prevenção e resolução de conflitos no continente, o desenvolvimento inclusivo e Sustentável, que passa pela resposta às causas dos conflitos em África, assim como atacar as raízes socioeconómicas das crises através de políticas de desenvolvimento equitativo e sustentável.
O diplomata mencionou, ainda, a capacidade de mediação do país, que se consubstanciou na consolidação dos mecanismos de mediação e de facilitação para acompanhar os processos de paz, bem como a participação nas missões de paz, que visou reforçar o compromisso de Angola nas operações de manutenção e consolidação da paz em África.
O Embaixador Miguel Bembe realçou que o mandato de Angola no CPS foi verdadeira conquista, marcado por uma contribuição construtiva e uma presença activa. Esta experiência foi enriquecedora para a nossa diplomacia e para o reforço das capacidades de concertação continental.
Apesar do fim do mandato no Conselho de Paz e Segurança da União Africana, Miguel Bembe disse que Angola vai permanecer disponível e empenhada em prosseguir a sua acção em prol da paz e da segurança em África.
Angola assumiu formalmente o seu assento no Conselho de Paz e Segurança (CPS) da União Africana (UA) para o mandato de 2024-2026 em 3 de abril de 2024, marcando a sua quarta vez neste órgão estratégico, que terminou neste mês de Março de 2026.












