Angola declara apoio em Genebra aos indicadores e metas globais alinhados com capacidade de cada país
Angola declarou, esta sexta-feira, no Palácio das Nações Unidas em Genebra (Suíça), o seu apoio aos indicadores e metas globais alinhados com as capacidades de cada país, bem como o reforço dos sistemas nacionais de utilização de dados para a tomada de decisões e integração nos cuidados primários de saúde.
A iniciativa centra-se no reforço da reabilitação dos sistemas de saúde, saúde dos povos indígenas, nutrição materna infantil, temas contidos numa declaração regional emitida por Angola em colaboração com a República Islâmica da Mauritânia, no quadro da 79ª Assembleia Mundial da Saúde, que decorre em Genebra, de 18 a 23 do mês em curso.
Nesse contexto, Angola e Mauritânia informaram que a região africana tem alcançado progressos no desenvolvimento de indicadores globais de reabilitação e reconheceram a importância da recolha de dados para orientar metas realistas adaptadas aos diferentes contextos nacionais.
Os dois países sublinharam o reforço dos serviços de reabilitação de forma integrada e descentralizada no âmbito dos sistemas de saúde, como uma prioridade em África, tendo em conta o aumento das doenças não transmissíveis, dos acidentes rodoviários, deficiências, perturbações de saúde mental e as consequências dos conflitos armados para a saúde.
No que diz respeito à saúde dos povos indígenas, Angola e Mauritânia indicaram que, as desigualdades persistem no acesso aos serviços de saúde, nutrição, água e protecção social, e são agravadas pela pobreza e alterações climáticas.
Declararam apoio ao Plano de Acção Global para a Saúde dos Povos Indígenas, incluindo o acesso aos serviços de saúde, participação comunitária, integração da medicina tradicional nos sistemas de saúde, bem como o consentimento prévio da informação.
No que diz respeito à nutrição materna, infantil, Angola e Mauritânia reconheceram os progressos alcançados, mas persistem desafios como a anemia, baixo peso à nascença e aumento do excesso de peso infantil.
Os dois países manifestaram preocupação sobre a comercialização digital inadequada de substitutos do leite materno e apelaram ao reforço dos quadros regulamentares e de monitorização nacionais, em conformidade com o Código Internacional.
Por fim, declararam total apoio às resoluções em apreciação pela OMS, focadas em prioridades interligadas para os sistemas de saúde e concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).










