24 de May, 2026
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Embaixada de Angola em Brazzaville assinala 50 anos de Independência Nacional com apelo à coesão

Sob o lema: “Angola 50 Anos: Preservar e valorizar as conquistas alcançadas, construindo um futuro melhor”, a embaixada de Angola na República do Congo realizou ontem, 11 de Novembro, numa unidade hoteleira de Brazzaville, a gala em homenagem ao 50º aniversário da proclamação da Independência nacional, num evento que congregou membros do governo congolês, do corpo diplomático, membros da comunidade angolana residente no Congo e amigos de Angola.

Numa intervenção marcada pela profundidade histórica e pelo apelo à coesão, o Embaixador Vicente Muanda sublinhou a transcendência da data, cuja independência foi conquistada ao custo do sangue e do sacrifício de valentes patriotas angolanos, após se libertar da opressão colonial que o marcou durante cinco séculos.

Para o diplomata, Angola passou por períodos de humilhação, amargura e sofrimento, a começar pela ocupação do seu território, agravados pelo tráfico de escravos, que arrancou homens e mulheres corajosos da sua terra natal, privando-os da oportunidade de contribuir para o desenvolvimento da sua nação durante o comércio triangular.

Vicente Muanda disse que o povo angolano, materializando uma das divisas mais conhecidas do saudoso Presidente António Agostinho Neto: “De Cabinda ao Cunene, um só povo, uma só nação”, despertaram para os ventos da liberdade que já sopravam por todo o continente, impulsionados pela inspiração de líderes pan-africanistas como Kwame Nkrumah, Haile Selassie, Léopold Sédar Senghor, Patrice Lumumba, Joseph Kasa-Vubu, entre outros.

“A 4 de Fevereiro de 1961, os patriotas angolanos iniciaram a sua luta armada contra o colonialismo português, atacando as prisões de São Paulo e o centro de detenção de Luanda. Esta luta feroz durou quinze anos, até 11 de novembro de 1975, data histórica em que Angola conquistou a independência, sob à liderança do MPLA e do Dr. António Agostinho Neto”.

Como declarou o Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, durante a sessão solene de abertura da 4ª sessão legislativa da 5ª legislatura deste ano, e cito:

“Para nós, 50 não é apenas um número; é o símbolo do reconhecimento da nossa história de lutas, da perpetuação do nosso passado glorioso. É sinônimo de paz, perdão e da vontade de nos unirmos para realizar os nossos sonhos. É sinônimo da reafirmação do nosso compromisso com os valores da nossa pátria, da confirmação da nossa esperança e da reafirmação da nossa confiança. É sinônimo da nossa certeza de que Angola, unida, prevalecerá.” Fim da citação.

Ao longo dos últimos 50 anos, Angola demonstrou resiliência e vontade de se reconstruir como país, onde todas as políticas são fundamentalmente orientadas para o bem-estar do seu povo, em direção ao progresso econômico, ao desenvolvimento de infraestruturas e à consolidação da paz alcançada em abril de 2002, sob a sábia liderança do falecido Presidente José Eduardo dos Santos.

O diplomata descreveu que os 50 anos que celebramos não teriam sido possíveis sem o apoio das nossas nações irmãs, em particular as da África Central, incluindo o povo congolês, de onde vieram os lutadores pela liberdade.

“Os sinais ainda são visíveis para todos: aqui na cidade de Brazzaville temos o Centro Cultural Angola Libre, o colégio e liceu António Agostinho Neto, o património do MPLA, a casa do Presidente António Agostinho Neto em Dolisie, e o Aeroporto Internacional António Agostinho Neto em Ponta Negra. Ou seja, são símbolos que ressaltam a amizade inabalável entre os povos e governos de Angola e do Congo, sem esquecer, igualmente, a amizade inabalável entre nossos partidos governantes, o PCT e o MPLA”, concluiu o Embaixador Vicente Muanda.