Angola oferece obras literárias à Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade Mohammed V
A Embaixada da República de Angola no Reino de Marrocos procedeu, na segunda-feira, 11 de Maio, à oferta de obras literárias e culturais angolanas à biblioteca da Faculdade de Letras e Ciências Humanas da Universidade Mohammed V, em Rabat, no quadro das celebrações do Dia da Língua Portuguesa e da Cultura na CPLP e do Dia Mundial da Língua Portuguesa, assinalados a 05 de Maio.
As obras seleccionadas pela Missão Diplomática angolana incluem autores como Óscar Ribas, Luandino Vieira, Ruy Duarte de Carvalho, Irene Guerra Marques, entre outros nomes ligados à literatura angolana e à reflexão sobre a memória e a construção social do país.
O evento reuniu representantes diplomáticos dos países da CPLP acreditados em Marrocos, docentes, estudantes universitários e investigadores, num encontro promovido por aquela instituição de ensino superior em torno da presença internacional da língua portuguesa e das diferentes experiências culturais que nela se exprimem.
Durante a sessão, intervieram os Embaixadores de Angola, Brasil, Guiné-Bissau e Portugal, bem como o Decano da referida faculdade, marcando um momento de reflexão sobre o percurso da língua portuguesa no espaço da CPLP e pelo interesse crescente que o idioma continua a suscitar em meio universitário marroquino.
Na sua intervenção, o Embaixador de Angola no Reino de Marrocos, José Filipe, referiu que a oferta constitui “um acto cujo significado ultrapassao simples gesto institucional”, acrescentando que as obras seleccionadas acompanham “diferentes momentos da experiência cultural angolana”.
O diplomata angolano destacou igualmente que as obras entregues permitem conhecer “as formas particulares da relação entre a literatura e a memória na construção da nossa sociedade”, recordando a importância dos vários autores que ajudaram a fixar “formas próprias de pensar Angola a partir da sua complexidade histórica e humana”.
“A língua portuguesa, enquanto veículo de transmissão de cultura, encontra precisamente a sua vitalidade nessa capacidade de acolher diferentes experiências sociais e históricas”, sublinhou José Filipe, que também defendeu que os Estados-membros da CPLP, nos espaços onde estão representados, devem conhecer-se igualmente através dos respectivos autores e formas de expressão.
O evento incluiu ainda uma exposição de pintura intitulada “A Nossa Língua”, apresentações teatrais e momentos de declamação de poesia por estudantes do curso de Estudos Portugueses da instituição.










