Angola vai ter este ano a sua Primeira refinaria de ouro
O ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, Diamantino Azevedo, anunciou hoje (14 de Maio), em Londres, que Angola vai abrir a sua primeira Refinaria de Ouro no final deste ano.
Discursando na Conferência de Investimento “Angola: Petróleo, Gás e Recursos Minerais”, em Londres, Diamantino Azevedo referiu que o sector pretende assim assinalar o marco na sua estratégia de promoção de benefícios locais e valor acrescentado.
O ministro destacou que “a indústria diamantífera está a expandir a sua capacidade de corte e polimento, de uma fábrica em 2017 para 10 actualmente, reforçando o compromisso com a transformação local”.
Assegurou que “Angola está a consolidar a sua condição de hub para pedras ornamentais, criando mais oportunidades de emprego, porque a nossa ambição de longo prazo é clara: transformar gás em fertilizantes, expandir o corte de diamante e a fabricação de joias, desenvolver a indústria intermédia de processamento mineral e construir uma mudança de valor industrial totalmente integrada”.
Acrescentou que é assim que o país está a transformar os recursos em desenvolvimento estrutural.
Durante a sua intervenção, acompanhada atentamente por investidores britânicos e de outras regiões do mundo, o ministro dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás revelou que Angola não se posiciona apenas como um produtor de energia, mas também — e agora — como futuro abastecedor de minerais críticos para a industrialização e agregação de valor.
O ministro argumentou que não são projectos isolados, fazem parte de uma estratégia de industrialização coerente, visando ligar a energia à agricultura e à segurança alimentar.
Por seu lado, falando como anfitrião para a intervenção de boas- vindas, o Embaixador de Angola no Reino Unido e Irlanda, José Patrício, destacou que o acontecimento ocorre num momento crucial para Angola à medida que o país continua a reforçar a sua posição como um dos destinos de investimento mais dinâmicos e promissores de África.
José Patrício enfatizou que, embora Angola seja há muito reconhecida pelos seus significativos recursos de petróleo e gás, verifica-se agora à rápida expansão das suas indústrias extractivas em geral, principalmente na mineração, em que as oportunidades em minerais críticos como diamantes, minério de ferro, cobre e elementos de terras raras, estão a ganhar cada vez mais atenção global.
O diplomata angolano mostrou-se particularmente satisfeito com esta importante conferência se realizar em Londres, um dos principais centros financeiros do mundo.
“A posição única de Londres como centro global de finanças, investimento, conhecimento jurídico e inovação, torna-a um cenário ideal para fomentar um diálogo significativo, forjar parcerias estratégicas e mobilizar o capital necessário para desbloquear os vastos recursos naturais de Angola”, disse.
O Embaixador convidou para participarem na conferência 20 dos cerca de 350 estudantes que estão a fazer formação em petróleo e gás, em universidades britânicas.
Apelou às empresas a apostarem no talento angolano, através de estágios, oportunidades de emprego, valorizando os quadros do país.
As empresas nacionais dos sectores dos petróleos, gás e recursos minerais, aproveitaram a conferência para troca de experiências e projectar negócios com congéneres britânicas e de outras regiões do mundo presentes no certame bastante concorrido.
A Sonangol trouxe a Londres “o que tem de bom para qualquer financiador que se quer juntar à empresa, para um investimento seguro ou uma parceria, numa base mutuamente vantajosa”, garantiu o seu presidente do Conselho de Administração, Sebastião Gaspar Martins.
As empresas angolanas dos sectores do petróleo, gás e recursos minerais transmitiram aos conferencistas compromisso, abertura e transparência nos negócios.
O fórum, organizado pela Embaixada de Angola no Reino Unido e Irlanda, com o apoio institucional do Ministério dos Recursos Minerais, Petróleo e Gás, reuniu mais de 250 participantes, entre os quais se destacam governantes, reguladores, operadores, investidores e empresas de serviços, com objectivo de captar investimentos para os sectores dos petróleos e dos recursos minerais.










