Ministra Sílvia Lutucuta defende reforço do compromisso internacional e uma OMS forte e sustentável
A Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, defendeu hoje em Genebra o reforço do compromisso internacional e uma Organização Mundial da Saúde forte, sustentável e devidamente financiada, durante a sua intervenção na 79.ª Assembleia Mundial da Saúde, sob o lema “Reconfigurar a Saúde Global: uma responsabilidade partilhada”.
O discurso da governante alinhou as prioridades estratégicas de Angola ao debate mundial, num contexto de desigualdades persistentes, conflitos, alterações climáticas e crescente pressão sobre os sistemas de saúde.
Neste contexto reconheceu que as crises recentes demonstraram que nenhum país enfrenta isoladamente os desafios sanitários globais.
Para a governante angolana, reforçar a saúde global exige mais multilateralismo, solidariedade e sistemas nacionais preparados para o futuro. “Estamos conscientes de que persistem desafios na cobertura dos serviços de saúde”, referiu.
Por outro lado, disse que Angola assume com realismo e determinação, bem como reafirma o compromisso político de os ultrapassar e acelerar o percurso do país rumo à cobertura universal de saúde.
“Em Angola, esta prioridade traduz-se no reforço do Sistema Nacional de Saúde, com enfoque nos cuidados de saúde primários”, sublinhou.
A Ministra Sílvia Lutucuta indicou que, entre 2017 e 2026, a rede sanitária expandiu de 2.612 para 3.350 unidades, aproximando os serviços das comunidades.
No domínio dos recursos humanos, revelou que o Plano 2023–2027 permitiu a integração de cerca de 46.705 profissionais e o início da formação de 38.000 especialistas.
Foram também adoptadas medidas estruturantes, incluindo a eliminação de direitos aduaneiros sobre medicamentos e vacinas, e a tributação de produtos nocivos, revertendo receitas para o sector.
Vincou que a soberania sanitária continental e global é uma responsabilidade partilhada.










