11 de July, 2026
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Ana Cristina Feijó: um talento dedicado à valorização da mulher e da cultura angolana

Ana Cristina Feijó, de 47 anos, é formada em Gestão e Técnica de Vendas, na Bélgica, e reside neste país europeu desde 1995. Desde 2001, tem vindo a construir um percurso marcado pelo compromisso com a literatura, o jornalismo digital e o desenvolvimento de projectos voltados para a valorização da mulher africana e da cultura angolana.

A busca por novas oportunidades de crescimento pessoal e profissional foi a principal razão que a levou a deixar Angola. Essa mudança permitiu-lhe prosseguir os estudos e construir uma carreira na comunicação, na literatura e no trabalho associativo, mantendo sempre uma forte ligação ao país onde nasceu.

Actualmente, é secretária-executiva e representante na diáspora do movimento cívico MONAAR. Nesta função, reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento de Angola, trabalhando para fortalecer a ligação entre os angolanos residentes no exterior e o movimento.

Revista A Mulher Africana

Movida pelo desejo de contribuir para uma sociedade mais justa e inclusiva, Ana Cristina Feijó idealizou a revista “A Mulher Africana”, uma publicação criada para dar voz, visibilidade e reconhecimento às mulheres africanas.

Segundo explica, a revista tem como missão informar, inspirar e valorizar o papel da mulher na sociedade. A recepção do público tem sido bastante positiva, tanto em Angola como na diáspora, graças à diversidade e relevância dos conteúdos publicados, que incluem entrevistas, histórias de sucesso, cultura, empreendedorismo, saúde e temas relacionados com o desenvolvimento da mulher africana.

Para Ana Cristina Feijó, a escrita é uma ferramenta de transformação. Confessa que a dedicação à literatura resulta da sua convicção de que as palavras têm o poder de inspirar e mudar vidas, considerando que cada livro representa uma etapa do seu crescimento pessoal e profissional.

Entre os seus projectos futuros destacam-se a expansão da revista “A Mulher Africana”, o lançamento de novas iniciativas na área da comunicação e a continuação da sua produção literária.

Ao longo do seu percurso, enfrentou diversos desafios de adaptação e aprendizagem, experiências que, segundo afirma, a tornaram mais forte e contribuíram para o seu crescimento pessoal e profissional. Destaca ainda o apoio da família residente na Bélgica como um dos pilares fundamentais dessa caminhada.

Ana Cristina Feijó acredita igualmente que o intercâmbio entre comunidades fortalece a integração, promove a partilha de experiências e incentiva a cooperação entre os povos.

Sonhos para Angola e a intenção de regressar

Apesar de viver há vários anos na Bélgica, acompanha regularmente a realidade angolana e mantém uma ligação muito forte ao seu país de origem.

Acredita que poderá contribuir para o desenvolvimento de Angola através da comunicação, da formação e da experiência adquirida na diáspora, apoiando projectos nas áreas da educação, do empreendedorismo, da valorização da mulher e do desenvolvimento social.

Na sua perspectiva, os eventos culturais desempenham um papel essencial no fortalecimento da identidade nacional, na aproximação da comunidade e na preservação da cultura angolana.

Embora reconheça os desafios relacionados com a integração e a preservação da identidade cultural, considera que existem inúmeras oportunidades, sobretudo nas áreas da formação, do empreendedorismo e da participação activa no desenvolvimento do país.

Com esse espírito, Ana Cristina Feijó manifesta a intenção de regressar, no futuro, à Pátria-Mãe, colocando ao serviço de Angola os conhecimentos e a experiência adquiridos ao longo de décadas na diáspora. Confessa sentir saudades da família, do calor humano, da cultura, da gastronomia e da alegria do povo angolano.

Mensagem aos concidadãos

Como mensagem aos angolanos, Ana Cristina Feijó incentiva todos, em especial as mulheres, a acreditarem nas suas capacidades, a investirem na educação e a nunca desistirem dos seus sonhos.
Segundo afirma, com determinação, coragem e perseverança, qualquer mulher pode transformar a sua própria vida e contribuir para o desenvolvimento de Angola.

Centro de Articulação com a Diáspora (CAD).