Embaixador Miguel Bembe participou na reunião da União Africana que levantou a suspensão da República da Guiné
O Embaixador da República de Angola na República Democrática Federal da Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA, Miguel César Domingos Bembe, participou, hoje, 22 de Janeiro de 2026, em Adis Abeba, na 1325ª Sessão do Conselho de Paz e Segurança da União Africana sobre a Situação Política na República da Guiné.
Ao tomar a palavra no acto que decidiu levantar as sanções de suspensão e reintegrar a República da Guiné na União Africana, o diplomata Miguel Domingos Bembe reafirmou o compromisso inequívoco de Angola com a paz e a segurança em África, através de diálogo inclusivo e boa governação e reiterou a tolerância zero em relação ao golpe de Estado, às manifestações de violência e a mudanças inconstitucionais de governo no continente.
O Embaixador expressou igualmente, em nome de Angola, a satisfação pela realização das eleições presidenciais na República da Guiné, em 28 de Dezembro de 2025, e a consequente tomada de posse do Presidente Mahamadou Doumbouya, no dia 16 de Janeiro de 2026.
O diplomata angolano disse que estes acontecimentos marcam a conclusão de um processo de transição política iniciado em Setembro de 2021 que, apesar dos desafios enfrentados, terminou com paz e dignidade, oferecendo um exemplo a seguir para os outros países que atravessam situações semelhantes nesta região, e não só.
Miguel Bembe enalteceu o facto de as novas autoridades guineenses demonstrarem a vontade de orgulhar o seu povo, comprometendo-se a dar respostas concretas aos desafios que ainda entravam o desenvolvimento e o progresso deste país irmão.
Para o Embaixador angolano, a consolidação do Estado de Direito, a melhoria dos índices de governação e o reforço das condições socioeconómicas devem constituir os pilares desta nova era. Neste contexto encorajou que esta perspectiva inspire a acção do Governo recém-formado, para que encarne plenamente as aspirações do povo guineense, tendo como referências a Agenda 2063 da UA e a Agenda 2030 das Nações Unidas.
Miguel Bembe aproveitou para felicitar, em nome de Angola, a União Africana e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) pelo trabalho de monitorização e acompanhamento ao longo do período de transição na Guiné. Reconheceu que a sua presença constante, através de missões de avaliação, ateliers de reforço de capacidades e desdobramento de observadores, desempenhou um papel estratégico na consolidação da confiança, na transparência do processo e na credibilidade das etapas alcançadas”, aflorou o diplomata angolano.
No final, Miguel Bembe reafirmou o apoio de Angola ao país irmão e ao seu povo valoroso, com o qual disse manter relações históricas e privilegiadas, forjadas designamente desde “o período da nossa luta pela Independência Nacional”, e apelou ao levantamento das sanções de suspensão impostas pelo CPS, na sequência do golpe de Estado de Setembro de 2025, e defendeu a sua reintegração imediata na grande família natural, a União Africana, onde sempre pertenceu












