23 de June, 2026
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Angola reafirma compromisso de erradicar a Sida como ameaça à saúde pública até 2030

O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Embaixador Francisco José da Cruz, sublinhou esta segunda-feira, 22, em Nova Iorque, o compromisso de eliminar a SIDA como ameaça à saúde pública até 2030.

O posicionamento foi reiterado durante o debate da Assembleia Geral das Nações Unidas sobre a Implementação da Declaração de Compromisso sobre o VIH/SIDA e das Declarações Políticas sobre o VIH/SIDA.

Na ocasião, o Embaixador Francisco José da Cruz realçou que, vinte e cinco anos após a histórica Sessão Especial da Assembleia Geral sobre o VIH/SIDA, realizada em 2001, a resposta global enfrenta desafios significativos, uma vez que as metas para 2025 não foram plenamente alcançadas e o mundo permanece distante do objectivo de pôr fim à SIDA até 2030.

O diplomata assinalou que Angola tem vindo a reforçar a sua resposta nacional através do aumento do investimento interno, da integração dos programas de VIH nos sistemas de saúde e protecção social e da intensificação dos esforços para combater o estigma e a discriminação.

Adiantou que estes esforços têm produzido resultados concretos, salientando que o Programa de Prevenção da Transmissão Vertical permitiu alcançar 81% das mulheres grávidas que vivem com VIH, contribuindo para a redução da transmissão de mãe para filho de 26%, em 2019, para 13%, em 2025.

Apesar dos progressos alcançados, disse que o VIH/SIDA continua a representar um importante desafio de saúde pública em Angola. No último ano, foram registadas aproximadamente 21 mil novas infecções e 13 mil mortes relacionadas com a SIDA, afectando de forma desproporcional mulheres, raparigas e populações-chave.

O Embaixador Francisco José da Cruz manifestou igualmente o apoio do país à Declaração Política sobre o VIH/SIDA de 2026, considerando-a um compromisso renovado para acelerar a resposta global à epidemia.

Neste contexto, destacou quatro prioridades fundamentais, nomeadamente o reforço da solidariedade internacional e do financiamento sustentável; a garantia de acesso equitativo à inovação, incluindo tecnologias de prevenção de longa duração; a promoção e protecção dos direitos humanos através do apoio contínuo às respostas lideradas pelas comunidades e o fortalecimento de um sistema multilateral eficaz, com a ONUSIDA no centro dos esforços globais.

Reafirmou o apoio de Angola à Declaração de Lusaka e à Posição Comum Africana sobre o VIH, enfatizando que nenhum país conseguirá acabar com a SIDA isoladamente.

“A solidariedade global, a responsabilidade partilhada e o financiamento sustentável continuam a ser essenciais para alcançar os objectivos comuns”, defendeu.

Por fim, o Embaixador Francisco José da Cruz reiterou o compromisso inabalável de Angola em trabalhar com todos os parceiros para pôr fim à SIDA como ameaça à saúde pública até 2030, assegurando que ninguém seja deixado para trás e que os direitos, a saúde e a dignidade de todas as pessoas afectadas pelo VIH sejam plenamente respeitados, protegidos e promovidos.