24 de June, 2026
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Ministro da Indústria defende em Genebra que Angola procura uma situação económica mais diversificada

O ministro angolano da Indústria e Comércio, Rui Miguêns de Oliveira, defendeu esta quinta-feira numa mesa-redonda enquadrada na 16ª sessão da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD16), em Genebra, Suíça, que Angola está a trabalhar no sentido de conseguir uma situação económica mais diversificada, centrada fortemente em reformas horizontais destinadas a aumentar a transparência do sector privado.

A 16ª sessão da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD16) iniciada no dia 20 encerrou esta quinta-feira no Palácio das Nações, em Genebra, com o tema “Moldando o futuro: impulsionando a transformação económica para um desenvolvimento equitativo, inclusivo e sustentável”.

Ao responder, esta quinta-feira, em Genebra, à pergunta “Como os países podem integrar melhor os serviços nas suas estratégias e políticas nacionais para apoiar a transformação estrutural?” no painel de alto nível, salientou que a estratégia do Executivo passa pela expansão das políticas de serviços que inclui o sector bancário de retalho, a redução de activos para agências físicas e caixas electrónicas, a inclusão financeira digital e também as reformas para iniciativas viradas para pagamentos digitais.

O ministro Rui Miguêns de Oliveira centrou a sua explanação na componente do capital humano como uma forma de tirar partido do sector dos serviços, considerando essa prática “crucial para áreas remotas”, não só para debelar os problemas comerciais, mas também para os agricultores empreendedores terem acesso a crédito e produtividade de serviços na economia agrícola, além de acesso a crédito.

Esclareceu que o Executivo também está a trabalhar arduamente no ambiente de negócios e nas reformas governamentais que possibilitaram os serviços, sendo a maior parte do esforço virada para uma reforma redutora que visa reduzir custos e riscos de fazer negócios, facilitando a entrada de empresas no mercado de serviços.

“O mercado tem de se expandir e competir. A maior parte disso é baseada na facilidade de fazer negócios, implementar reformas para simplificar a produção empresarial, condicionar a utilização, reduzir a burocracia e introduzir plataformas online para facilitar e registar as empresas”, esclareceu.

Segundo Rui Miguêns de Oliveira o Executivo também considera importante ter estabilidade económica, que é um factor essencial para criar condições equitativas para os serviços e promover o sector privado.

“Existe um programa de apoio à produção, diversificação das exportações e substituição das importações, chama-se PRODESI, que é o principal quadro político para o nosso país. E, por último, mas não menos importante, o conjunto de regras anticorrupção e de transparência para que o mercado seja completamente livre”.

Para o ministro “Os actos de corrupção impedem a possibilidade de uma maior confiança em todos os sectores. Um factor-chave muito importante é também o desenvolvimento das capacidades e competências humanas, fundamentais nos serviços, porque quando falamos de serviços, educação em serviços especiais, estamos a falar de serviços que agregam mais valor ao governo e para isso, precisamos de ter uma força de trabalho qualificada. Nesse sentido, temos vindo a desenvolver parques tecnológicos e infraestruturas para esse fim”.

Nesse contexto, disse que o Executivo vê como caminho a seguir o investimento em infraestruturas. “Precisamos de investir no desenvolvimento de capacidades, não só em tecnologia, mas também em empreendedorismo. Estamos a ajudar empresários a aprenderem a ser mais eficientes nos seus negócios. Portanto, tudo isto visa trazer as melhores oportunidades do mercado para desenvolver serviços a oferecer à nossa economia”, concluiu.

O governante angolano partilhou a sua abordagem num painel moderado pela Directora de Divisão de Comércio Internacional e Produtos básicos na UNCTAD, Luz Maria de la Mora, tendo como integrantes o Ministro do Comércio e Indústria do Panamá, Julio Moltó, o Secretário do Comércio da India, Rajesh Agrawal, a Secretária Permanente Adjunta, Ministério da Indústria e Comércio, República Democrática Popular do Laos, Latanaphone Vongsouthi, a Secretária-Geral do Secretariado da Comunidade do Caribe, Carla Barnett, e a Secretária-Geral da Organização Mundial do Turismo, Shaikha al Nowais.

O diálogo, em que participou o governante angolano, em representação do Presidente da República de Angola, visa construir consensos e reunir apoio multilateral para uma nova narrativa de desenvolvimento centrada na promoção de capacidades produtivas e na transformação estrutural como chave para enfrentar múltiplos desafios de desenvolvimento