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Consulado-Geral no Solwezi realiza acto itinerante entre os angolanos refugiados no campo de Meheda

O Consulado Geral da República de Angola no Solwezi, levou a cabo de 11 à 14 do corrente mês, mais um acto itinerante dirigido aos ex-refugiados angolanos residentes no Campo de Refugiados de Meheba, distrito de Kalumbila, no âmbito dos esforços contínuos de assistência e registo da Comunidade angolana radicada naquela localidade.

A actividade teve lugar no Internato da Escola Secundária de Meheba, a fim de levar os serviços consulares junto da Comunidade angolana, face às dificuldades de se deslocarem até junto da Missão Consular. A infraestrutura é administrada sob a égide do Escritório do Comissário para Refugiados (COR) subordinada ao Ministério do Interior e pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Sob liderança de Agostinho Manuel Raimundo dos Santos, Cônsul Geral de Angola no Solwezi e funcionários dos distintos Sectores, trabalharam durante quatro (4) dias na colheita de dados primários, Registo Consular e Civil e na emissão de Bilhetes de Identidade a cidadãos angolanos ali domiciliados na condição de ex-refugiados.

A acção consular permitiu a realização de 70 registos consulares, 45 assentos de nascimento, a emissão de 49 bilhetes de identidade bem como a entrega de 35 bilhetes de identidade aos utentes , cujo objectivo, visa contribuir para a sua regularização.

A anteceder o início das actos consulares, o Cônsul Geral manteve um encontro de cortesia com Musanya Musanya, Director de Meheba Boarding Secondary School, a quem agradeceu a disponibilidade de cedência do espaço para realização dos trabalhos bem como o informou do propósito da actividade que se iria desenvolver.

O diplomata angolano, reiterou o compromisso da representação consular angolana em continuar a apoiar a regularização documental dos cidadãos angolanos na jurisdição, intensificando suas acções junto desta.

De recordar que o Campo de Refugiados de Meheba, situa-se a cerca de 100 km da Cidade de Solwezi, criado em 1971 pelo Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), e representa um dos principais centros de acolhimento de refugiados na Zâmbia.

Para além de angolanos, o campo alberga igualmente mais de 55 mil cidadãos oriundos da República Democrática do Congo, Ruanda, Burundi, Eritreia e Somália, sendo actualmente uma comunidade composta por refugiados e ex-refugiados.

Apesar de gozarem do estatuto de ex-refugiados, mais de 7 mil angolanos estão registados e sob controle do COR/ACNUR, enquanto várias centenas senão milhares vivem clandestinamente, sem qualquer documento da sua origem, de seus progenitores ou registo das autoridades do campo de refugiados, constituindo num obstáculo de monta para sua regularização.

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