Embaixadora Ana Maria de Oliveira recebe homólogo cubano em Genebra rara analisar agenda multilateral no sistema das Nações Unidas
A Embaixadora, Ana Maria de Oliveira, Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas e outras Organizações Internacionais em Genebra, concedeu uma audiência, terça-feira (14), em Genebra (Suíça) ao seu homólogo Embaixador de Cuba, Rodolfo Benitez Verson, para avaliar vários aspectos da agenda multilateral no ecossistema da Genebra Internacional, bem como no sistema das Nações Unidas.
Ambos diplomatas destacaram a importância de trabalhar numa perspectiva colaborativa e estreitar os laços institucionais de modo a enfrentar os desafios globais actuais.
Neste sentido, concordaram que o trabalho no Conselho de Direitos Humanos (CDH), é muito intenso e, considerando que a situação dos Direitos Humanos nos 193 Estados-membros da ONU está sujeita à avaliação periódica, é fundamental que os países conjuguem esforços e cooperem com vantagens recíprocas.
Com efeito, o diplomata cubano deu a conhecer que, na próxima semana, o seu país será avaliado pelo Comité para a Eliminação da Discriminação Racial (CERD), um órgão composto por 18 peritos independentes da ONU, que monitora a implementação da Convenção Internacional sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial pelos Estados-membros.
“Queremos contar com o contributo de Angola, sobretudo na avaliação da situação muito difícil do bloqueio económico e financeiro ao qual estamos a resistir há 67 anos, e neste momento, as sanções que os Estados Unidos da América impuseram a Cuba, estão no seu nível mais forte de toda a história”, referiu o diplomata cubano.
Angola tem reiterado consistentemente o seu posicionamento contra o bloqueio económico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos a Cuba, considerando-o uma medida com consequências graves para a população cubana.
Na sexta-feira (10), Angola já se tinha manifestado contra o embargo económico, comercial e financeiro vigente contra Cuba, incluindo a sua aplicação extraterritorial, que impõe graves consequências humanitárias ao povo cubano.
A diplomata angolana recordou que o embargo restringe o acesso a bens essenciais, incluindo alimentos, medicamentos, material médico e combustível, ao mesmo tempo que limita o comércio, o investimento e as remessas, afectando directamente a saúde, a educação e o gozo dos Direitos Humanos fundamentais.
Reiterou que, as medidas coercivas unilaterais prejudicam a dignidade humana, violam o Direito Internacional e impedem a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“Angola salienta que estas medidas prejudicam os direitos das populações afectadas, em particular das mais vulneráveis”, referiu a Embaixadora Ana Maria de Oliveira.











