Angola e Gabão reforçam cooperação estratégica durante visita de Estado de Brice Clotaire Oligui Nguema a Luanda
Angola e o Gabão consolidaram uma nova etapa nas suas relações bilaterais com a visita de Estado do Presidente gabonês, Brice Clotaire Oligui Nguema, realizada entre 6 e 8 de Maio, a convite do Presidente João Manuel Gonçalves Lourenço. A deslocação, acompanhada pela Primeira Dama Zita Oligui Nguema e uma delegação governamental e empresarial, marcou o reforço da parceria política e económica entre os dois países.
Durante a visita, o Presidente Oligui Nguema depositou uma coroa de flores no Memorial Dr. António Agostinho Neto e discursou na Assembleia Nacional, tornando se o primeiro Chefe de Estado do Gabão a fazê lo. As conversações entre as delegações decorreram num ambiente de cordialidade e amizade, refletindo os laços históricos de solidariedade africana.
Entre os principais resultados, destaca se a assinatura de três acordos — sobre Segurança e Ordem Pública, Extradição e Recursos Florestais e Faunísticos — e a realização de uma Mesa Redonda Económica de Alto Nível, que aproximou empresários angolanos e gaboneses, abrindo novas oportunidades nos setores da energia, hidrocarbonetos, agricultura, turismo e economia azul.
Os dois Chefes de Estado comprometeram se a realizar ainda este ano, em Luanda, a Terceira Sessão da Comissão Mista Bilateral, e reafirmaram o empenho em aprofundar a cooperação nos domínios da defesa, saúde, transportes e energias renováveis.
No plano regional, Angola e Gabão apelaram ao cessar fogo na República Democrática do Congo e no Sudão, defendendo soluções africanas para problemas africanos.
O Presidente Oligui Nguema elogiou a liderança de João Lourenço na União Africana e o seu papel na promoção da conectividade e do desenvolvimento sustentável. Ambos apoiaram o Tema da UA para 2026: “Assegurar a disponibilidade sustentável de água e sistemas de saneamento seguros para alcançar os objetivos da Agenda 2063.”
Em matéria internacional, os líderes defenderam reformas nas Nações Unidas, especialmente no Conselho de Segurança, para garantir maior representatividade africana, e saudaram a resolução da ONU que reconhece o comércio transatlântico de africanos escravizados como o “crime mais grave contra a humanidade.










