23 de May, 2026
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Parque Kruger acolhe desde hoje o retiro dos chefes da diplomacia dos países da SADC

O Parque Nacional Kruger, em Mpumalanga, na África do Sul, acolhe desde a manhã deste sábado, o Retiro dos Ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).

O evento decorre num formato concebido para facilitar um diálogo franco, estratégico e orientado, permitindo aos Ministros das Relações Exteriores e dos Negócios Estrangeiros avaliar as tendências emergentes, harmonizar perspectivas e definir uma resposta regional coerente e unificada ao panorama geopolítico em constante evolução no continente africano.

O Retiro visa identificar os factores económicos, políticos e sociais que influenciam a dinâmica das tensões geopolíticas globais e avaliar as suas implicações para a SADC; debruçar-se sobre o investimento, gestão da dívida pública e mobilização de receitas internas, matéria que conta com contribuições do Banco Africano de Desenvolvimento e abordar questões ligadas à febre aftosa na região, com enfoque nos seus efeitos sobre a agricultura, o comércio e a segurança alimentar, bem como proceder à partilha de informações sobre os desenvolvimentos no sector mineiro, considerada estratégica para o crescimento económico regional.

Ao tomar a palavra, o chefe da diplomacia angolana disse que os desenvolvimentos geopolíticos sublinham a urgência de promover a industrialização regional e operacionalizar mecanismos de financiamento regionais, incluindo o Fundo de Desenvolvimento Regional da SADC, a fim de reforçar a resiliência económica do continente.

Para o Ministro Téte António, a SADC precisa dar respostas às crises mundiais em quatro vertentes, designadamente na Autonomia política, para o reforço de consultas ao nível bilateral e regional e adopção de posições comuns; Diplomacia activa, usando a sua credibilidade como mediador para a defesa e soluções pacíficas de conflitos e o regresso ao multilateralismo efectivo;

Resiliência económica: para consolidar o mercado único da SADC e Autonomia estratégica para mutualizar esforços no financiamento de projectos com impacto regional, tais como os corredores de desenvolvimento, e o investimento em refinarias.

O Ministro das Relações Exteriores esclareceu aos presentes que a SADC possui imensos e valiosos recursos minerais, uma população activa e vontade política para sair mais forte desta crise. Para tal, precisa de mais unidade, visão estratégica e acção coordenada.