Embaixador de Angola na República do Congo visitou os ex-centros de refugiados de Malolo em Dolisie e Lomi em Kouilou
O Embaixador da República de Angola na República do Congo, Vicente Muanda, acompanhado dos Consules Gerais de Angola em Dolisie, João Viegas e de Ponta-Negra, Samuel Andrade da Cunha; visitou nos dias 21 e 23 do corrente mês de Junho os ex-Centros de refugiados angolanos de Malolo, a 60 Kms de Dolisie, Departamento de Niari e de Komi, sa 65Kms de Ponta- Negra no Departamento de Kouilou.
Integraram igualmente a equipa do Embaixador na visita à Malolo, o Prefeito do distrito de Louvakou, Sr. Francis Ngolo Ngapene, oficiais do Ministério do Interior do Congo e funcionários da Embaixada e do Consulado Geral de Dolisie.
Enquanto na visita à Komi, fizeram igualmente parte os vice-cônsules de Angola em Ponta-Negra, oficiais do Ministerio do Interior do Congo e funcionários da Embaixada.
As visitas estiveram enquadradas nos esforços da Embaixada e dos Consulados de Angola em aproximar as comunidades aí residentes, auscultar as suas preocupações e abordar as formas de realização de registos consulares e de obtenção de documentos angolanos.
A delegação chefiada pelo Embaixador Vicente Muanda foi recebida de forma calorosa nos dois ex-centros de refugiados, tendo o momento sido aproveitado para solicitar as comunidades aí residentes a respeitarem as leis congolesas, País acolhedor e regularizarem a situação de documentação junto dos consulados de Angola.
Em referência a situação de jovens e crianças residentes nesses ex-centros, o Embaixador apelou aos seus progenitores a pôrem fim a prática de retenção dos jovens nos ex-centros. Tendo acrescentado que os jovens não devem ser privados do direito de fazerem as suas próprias escolhas nem serem transformados em reféns das convicções dos seus pais e anciãos. Defendeu que cada jovem deve ser livre de definir o seu percurso político e seguir os seus próprios projectos de vida.
Por outro lado, o Embaixador alertou os riscos associados à falta de documentação em especial os descendentes dos ex-refugiados, situação que pode comprometer o acesso a educação, ao emprego, à mobilidade e outros direitos fundamentais. E apelou aos velhos a evitarem fazer dos seus filhos e outros descendentes de apátridas.
No final do encontro, o Embaixador fez a entrega de diversos donativos compostos de bens alimentares da primeira necessidade, sementes agrícolas, instrumentos de trabalho para actividades agrícolas, material escolar e equipamentos desportivos. Tendo a iniciativa sido acolhida com grande satisfação pelos residentes dos dois ex-centros de refugiados angolanos.










