Angola reitera em Genebra que possui um plano nacional de emergência para resposta ao Ebola
A Representante Permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e outras Organizações Internacionais, em Genebra, Embaixadora Ana Maria de Oliveira, reiterou, sexta-feira, em Genebra (Suíça) que Angola dispõe de um Plano Nacional de Emergência para Resposta ao Ebola (PNERE), incluindo mecanismos de vigilância epidemiológica, controlo fronteiriço, preparação hospitalar, bem como protocolos de resposta rápida em caso de eventual detecção da doença em território nacional.
O pronunciamento foi feito durante uma reunião de emergência sobre o surto de Ébola na RDC, convocada pelo Director Geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, na qual participaram os Embaixadores africanos em Genebra, o Director Adjunto da OMS, Chikwe Ihekweazu, o Director Regional da OMS para África, Mohamed Yakub Janabi e representantes de Agências e Organizações Internacionais.
Na ocasião, a diplomata angolana expressou palavras de solidariedade ao povo e Governo da RDC face à actual situação sanitária naquele país.
Durante a reunião, o Director-Geral da OMS referiu que, apesar do risco global permanecer relativamente baixo, o risco regional é considerado elevado, sobretudo para os países limítrofes da RDC, em razão da intensa mobilidade populacional e da persistência de conflitos armados no leste da RDC.
Neste contexto, foram identificados como países prioritários para monitorização e reforço preventivo, o Uganda, Sudão do Sul, República Centro-Africana, Angola, Burundi, Etiópia e Ruanda.
Foi igualmente destacado que, a variante actualmente em circulação corresponde ao denominado “Ebola Bundibugyo (BDBV)”, para a qual ainda não existem vacinas aprovadas, nem testes laboratoriais, visto que os instrumentos de diagnóstico existentes foram concebidos sobretudo para a variante do Ebola Zaire.
Nesse sentido, foi informado que, a OMS e parceiros científicos encontram-se a trabalhar na optimização urgente de testes adaptados à nova estirpe viral.
O Director-Geral da OMS, Tedros Adhanom, referiu também que o actual surto esteve em circulação durante aproximadamente oito semanas antes da sua detecção oficial, facto que facilitou a transmissão da doença.
Informou ainda que, a província de Ituri na RDC, epicentro do surto, continua a ser afectada por instabilidade militar e actividades de grupos armados, circunstâncias que dificultam a vigilância epidemiológica e compromete as operações de resposta rápida.










