Angola reafirma compromisso com a Agenda Mulheres, Paz e Segurança
A República de Angola reafirmou esta quarta-feira, 17, o seu compromisso com a implementação da Agenda Mulheres, Paz e Segurança durante o Debate Aberto do Conselho de Segurança das Nações Unidas subordinado ao tema “A Paz é Decidida com as Mulheres: Saindo do Conflito através do Aumento da sua Participação”.
Na sua intervenção, o Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Embaixador Francisco José da Cruz, destacou que, vinte e cinco anos após a adopção da Resolução 1325 (2000), permanece inquestionável que a participação plena, igualitária, significativa e segura das mulheres constitui um elemento indispensável para a prevenção e resolução de conflitos, a consolidação da paz e o desenvolvimento sustentável.
“A experiência demonstra que a paz é mais sustentável quando é inclusiva. As mulheres não são apenas vítimas dos conflitos; são também protagonistas essenciais na construção da paz, na reconciliação e na recuperação das comunidades”, afirmou o Embaixador Francisco José da Cruz.
Recordou a experiência de Angola nos processos de reconciliação nacional e reconstrução pós-conflito, salientando o papel determinante desempenhado pelas mulheres na promoção da coesão social, na recuperação das comunidades afectadas e na reintegração social.
Destacou igualmente os avanços alcançados através da implementação do Plano Nacional de Acção sobre Mulheres, Paz e Segurança, adoptado em 2017, instrumento que contribuiu para reforçar a participação das mulheres nos processos de tomada de decisão, promover políticas sensíveis ao género e fortalecer a protecção contra a violência baseada no género.
Neste contexto, o Embaixador informou que Angola concluiu com êxito o seu primeiro Plano Nacional de Acção, estando actualmente a desenvolver um segundo plano, destinado a consolidar os progressos alcançados e a responder aos desafios ainda existentes.
Perante o actual contexto internacional, marcado por crescentes tensões geopolíticas e crises multidimensionais, o Embaixador Francisco José da Cruz apelou à comunidade internacional para intensificar esforços destinados a assegurar a participação efectiva das mulheres nos processos de paz, transformando compromissos políticos em resultados concretos.
“O envolvimento significativo das mulheres nas negociações e nos mecanismos de mediação não é apenas uma questão de justiça e igualdade; é uma condição essencial para alcançar acordos de paz mais duradouros e sociedades mais resilientes”, sublinhou.
Saudou o Compromisso Comum do Secretário-Geral das Nações Unidas para a Participação Plena, Igualitária e Significativa das Mulheres nos Processos de Paz, reconhecendo o papel indispensável das organizações lideradas por mulheres, das mediadoras e das redes comunitárias na prevenção de conflitos, no diálogo e na reconciliação.
No âmbito do 25.º aniversário da Resolução 1325, defendeu uma acção renovada assente em quatro prioridades fundamentais, nomeadamente a institucionalização de práticas de mediação inclusivas em todos os processos de paz; o fortalecimento dos Planos Nacionais de Acção através de recursos adequados e mecanismos de responsabilização; a expansão do apoio directo às organizações da sociedade civil lideradas por mulheres; e o reforço da integração das perspectivas de género nas políticas de paz, segurança e recuperação pós-conflito.
Ao concluir a sua intervenção, o Embaixador Francisco José da Cruz reafirmou o compromisso de Angola com a promoção da inclusão e da liderança das mulheres a nível nacional, regional e internacional, destacando que o fortalecimento da participação feminina constitui um factor essencial para a construção de sociedades mais pacíficas, justas e sustentáveis











