Discussão em torno dos países menos avançada conta com a participação de Embaixador Francisco José da Cruz
O Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas, Embaixador Francisco José da Cruz, participou esta quarta-feira, 03, no Painel sobre “Políticas de Apoio à Transformação Estrutural e à criação de Emprego nos Países Menos Avançados (PMA) em Graduação”, no âmbito da Reunião de Alto Nível sobre Países Menos Desenvolvidos que decorre em Doha, Qatar.
A abordagem centrou-se na forma como os Países Menos Avançados (PMA) podem reforçar o desenvolvimento de competências, o empreendedorismo e as infraestruturas de qualidade (energia,transportes, logística) para apoiar a produção, os serviços e o agronegócio de maior valor acrescentado.
Na ocasião, o Embaixador Francisco José da Cruz destacou três pilares fundamentais, sendo o primeiro pilar: Desenvolvimento de Competências – o motor mais fundamental da produtividade, realçando que Angola está a investir fortemente no Ensino e Formação Técnica e Profissional (EFTP), a expandir a educação a Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática e a promover competências digitais ligadas a oportunidades reais na agro-indústria, energia, logística, indústria e serviços.
Frisou que a Agenda 2030 deixa claro, a educação e as competências de qualidade são factores essenciais para a transformação económica. Sem competências, não há produtividade, competitividade nem inovação.
Quanto ao segundo pilar: Empreendedorismo e Pequenas e Médias Empresas (PME), disse que o motor da diversificação, diplomata angolano fez saber que Angola está a expandir as incubadoras, os polos tecnológicos e o apoio dirigido às PME.
Citou como exemplos concretos o Orange Digital Center Angola, lançado em 2023 para proporcionar competências digitais e incubação de startups; o KiandaHub, um dos principais polos de inovação do país; e o programa Acelera Angola, que apoia empreendedores em fase inicial.
Partilhou ainda que o apoio às PME, como salientado no Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN), é indispensável para o desenvolvimento da capacidade produtiva e a diversificação das exportações.
Relativamente ao terceiro pilar: Infraestruturas de qualidade — a espinha dorsal da competitividade, fez menção ao fornecimento inadequado de energia, a logística deficiente e a conectividade
digital insuficiente estão entre os maiores obstáculos ao crescimento nos Países Menos Avançados (PMA).
Reiterou que em Angola, estamos a colmatar estas lacunas através de projectos estratégicos como o Corredor do Lobito, a expansão da eletricidade, plataformas logísticas modernas e infra-estruturas digitais melhoradas.
Num segundo momento do painel, com foco nas iniciativas de integração regional e a cooperação internacional, o Embaixador
Francisco José da Cruz destacou os esforços nacionais para desenvolver capacidades produtivas, diversificar as exportações, apoiar as Pequenas e Médias Empresas e garantir uma transformação estrutural
resiliente e inclusiva para além da graduação.
Salientou que a transformação estrutural sustentável dos PMA exige que os esforços nacionais sejam fortemente reforçados pela integração regional e pela cooperação internacional, em plena consonância com a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.
Disse que agenda 2030, o Compromisso de Sevilha e o Programa de Acção de Doha convergem para o mesmo princípio, nomeadamente a coerência a nível nacional, regional e mundial é essencial para construir capacidades produtivas, diversificar as economias e garantir a resiliência para além da transição.
Ressaltou em primeiro lugar a integração regional como motor de escala, de agregação de valor e de implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).






