Embaixador José Filipe participa no webinar sobre o dia do início da Luta Armada de Libertação Nacional marcou a celebração data no Reino de Marrocos
Numa conversa descontraída, estiveram de um lado dois especialistas a discorrer sobre o tema, nomeadamente José Paquissi de Mendonça e Constantino Paulo, e do outro lado uma audiência composta pelo Embaixador de Angola no Reino de Marrocos, José Filipe, Diplomatas, Estudantes Universitários, membros da comunidade angolana residente em Marrocos e convidados.
Durante cerca de duas horas reflectiu-se sobre o significado histórico do 4 de Fevereiro, sublinhando a importância da preservação da memória nacional e dos valores de liberdade, soberania e unidade nacional.
Foi um verdadeiro momento de homenagem aos combatentes e mártires que contribuíram para o processo que culminou com a proclamação da Independência Nacional, a 11 de Novembro de 1975.
Em torno do tema escolhido “4 de Fevereiro de 1961- Um Marco na História de Angola”, o historiador José Paquissi de Mendonça e o Economista Constantino Paulo debruçaram-se também sobre questões relacionadas com o desenvolvimento económico e social que o país tem vindo a alcançar desde 1975, depois do alcance da independência da República de Angola.
Segundo disseram, tem sido notório e visível o esforço empreendido pelo executivo no sentido de industrializar o país e no sector agrário com a implementação de programas e projectos de desenvolvimento económico, para dar robustez às Micro, Pequenas e Médias Empresas com vista a satisfação das necessidades alimentares e não só, das famílias angolanas.
No capítulo da educação o economista realçou que muito se fez, com a construção de escolas e Universidades em toda extensão do território angolano, e aposta de quadros jovens angolanos nos diversos sectores da nossa economia.
Terminou apelando aos jovens angolanos na diáspora para o mau uso das redes sociais, sublinhando que esses instrumentos devem servir de veículo para enaltecer o que de bom está a ser feito no país, encorajando desta forma, quem o faz e contribuir para o crescimento e desenvolvimento económico e social de Angola.
A ocasião foi igualmente aproveitada pelo Embaixador José Filipe para enaltecer a participação activa do Reino de Marrocos na luta pela conquista da Independência de Angola.
José Filipe disse que Marrocos contribuiu com o acolhimento do Presidente Dr. António Agostinho Neto em 1962 depois de ter deixado a cadeia de Aljube em Portugal. Os dois países e povos possuem relações que se sustentam na história.
Marrocos foi dos primeiros países em África que contribuiu com treinamento militar para a luta de libertação de Angola, por essa razão, adiantou, para selar a relação entre Angola e Marrocos o Presidente João Lourenço condecorou à título póstumo como reconhecimento histórico, em novembro do ano passado, por ocasião do quinquagésimo aniversário da Independência nacional, Sua Majestade o Rei Hassan II.
O Diplomata enfatizou, igualmente, o processo de importação de fertilizantes de Marrocos para a agricultura em Angola, iniciado em 2025, e a constituição da Câmara de Comércio e Indústria Angola-Marrocos, que deverá acontecer no primeiro semestre deste ano, um instrumento que irá impulsionar o envolvimento multifacético entre empresários dos dois países, nas vertentes económica, cultural e desportiva.






