Angola manifesta-se contra embargos impostos a Cuba e destaca graves consequências humanitárias para o seu povo
Angola manifestou-se, esta sexta-feira, 10, contra o embargo económico, comercial e financeiro vigente contra Cuba, incluindo a sua aplicação extraterritorial, que impõe graves consequências humanitárias ao povo cubano.
O posicionamento foi expresso pela Representante Permanente de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e outras Organizações Internacionais em Genebra, Ana Maria de Oliveira, durante um evento realizado no Palácio das Nações Unidas sob o tema “Impacto humanitário das medidas coercivas unilaterais: o bloqueio económico contra Cuba”.
A diplomata angolana recordou que o embargo restringe o acesso a bens essenciais, incluindo alimentos, medicamentos, material médico e combustível, ao mesmo tempo que limita o comércio, o investimento e as remessas, afectando directamente a saúde, a educação e o gozo dos Direitos Humanos fundamentais.
Reiterou que, as medidas coercivas unilaterais prejudicam a dignidade humana, violam o Direito Internacional e impedem a concretização dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).
“Angola salienta que estas medidas prejudicam os direitos das populações afectadas, em particular das mais vulneráveis. Angola reafirma a sua total solidariedade para com Cuba e todos os países afectados por tais medidas e insta ao levantamento imediato do embargo, bem como à criação de um ambiente internacional construtivo baseado no respeito, na cooperação e nos direitos humanos”, referiu.
Por fim, Angola agradeceu a Cuba pela organização do evento e reafirmou os laços históricos, a profunda amizade e as sólidas relações diplomáticas entre ambos os países, construídas com base na solidariedade e no apoio mútuo.












