Angola e Cuba reforçam cooperação no domínio político e cultural
Angola e Cuba relançaram, quarta-feira, em Havana, a cooperação no domínio da política cultural, com a assinatura de um Memorando de Entendimento entre os Ministérios da Cultura dos dois países. O documento foi rubricado pelos ministros da Cultura de Angola e de Cuba, Filipe Zau e Alpidio Alonso Grau, respectivamente.
O instrumento estabelece bases de cooperação nas áreas do património cultural, educação artística, eventos artísticos, arquivos e bibliotecas, entre outras. O memorando tem como objectivo ampliar o conhecimento sobre a identidade nacional, a civilização, a cultura e as artes dos dois países, além de apoiar as indústrias culturais.
Segundo Filipe Zau, o acordo prevê ainda a participação de criadores das áreas das artes e da cultura em festivais e exposições internacionais realizados nos dois países, bem como o intercâmbio de especialistas para a partilha de experiências.
O ministro angolano destacou os laços históricos que unem Angola e Cuba e considerou que os dois países partilham uma rica herança cultural, cuja matriz africana se manifesta nas expressões musicais e culturais das duas nações.
“O momento que hoje testemunhamos, com a assinatura deste Acordo de Cooperação Cultural, que coincide com os 100 anos do aniversário natalício do Comandante Fidel Castro Ruz, marca um virar de página estratégico para os nossos dois Ministérios”, afirmou.
Filipe Zau considerou o instrumento jurídico uma ponte para revitalizar o intercâmbio entre criadores, investigadores e artistas de Angola e Cuba.
Assistiram à cerimónia altos funcionários do Ministério da Cultura de Angola, entre os quais Cristina de Fátima Camuhoto, directora do Gabinete do Ministro, Hermengarda Paula dos Santos, secretária-geral, Daniel João Jorge, director do Gabinete Jurídico e de Intercâmbio, e Sandra Mfundu Kinavuidi, directora-geral adjunta da Agência Nacional das Indústrias Culturais e Criativas.
Filipe Zau e a delegação angolana estão em Cuba desde domingo, 9 de Agosto, para participar no I Colóquio Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, no quadro das comemorações do centenário do nascimento do antigo Presidente cubano, Fidel Castro Ruz, que se assinala esta quinta-feira, 13 de Agosto.
Durante a estada, a comitiva angolana visitou o Museu da Música, instituição dedicada à preservação e divulgação da história da música e dos instrumentos musicais em Cuba, do século XVI ao século XX.
A delegação manteve igualmente encontros com responsáveis das indústrias culturais e visitou o Centro Fidel Castro Ruz, instituição pública dedicada à divulgação, estudo e investigação do pensamento e da obra do líder histórico da Revolução Cubana.
As relações culturais entre Angola e Cuba assentam numa base histórica profunda, com o estabelecimento das relações diplomáticas a 15 de Novembro de 1975, quatro dias após a proclamação da Independência de Angola.
Os dois países partilham ainda fortes referências culturais de matriz africana.
A presença africana na formação da sociedade e da cultura cubanas inclui cerca de 1,3 milhões de africanos levados para Cuba durante o tráfico transatlântico de escravos, entre os quais muitos provenientes de Angola.










