Deputados angolanos integram observadores FP-CIRGL para eleições na Zâmbia
Uma delegação parlamentar angolana, composta por membros do Grupo Nacional de Acompanhamento aos Parlamentos Regionais, encontra-se desde domingo, 09, em Lusaka, República da Zâmbia para integrar a Missão Conjunta de Observação Eleitoral às Eleições Gerais da Zâmbia, previstas para o próximo dia 13 de Agosto.
A delegação chefiada pelo Deputado Joaquim Francisco D’ Almeida e integrada pela deputada Helena Bonguela Abel e o assistente parlamentar Eugénio Cardoso junta-se ao grupo de observadores da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e do Fórum Parlamentar da CIRGL (FP-CIRGL).
Nesta segunda-feira, a delegação Parlamentar Angolana participou na formação e orientação dos Observadores Eleitorais de Curto Prazo (Short-Term Observers – STOs) da Conferência Internacional sobre a Região dos Grandes Lagos (CIRGL) e do Fórum Parlamentar da CIRGL (FP-CIRGL), realizada com o objectivo de preparar os observadores para o exercício das suas funções.
A formação, com duração de dois dias, tem igualmente como objectivo assegurar que os observadores tenham uma compreensão comum do contexto eleitoral, do mandato da missão, dos princípios internacionais de observação eleitoral e dos procedimentos a adoptar durante o dia da votação.
Durante a formação foi apresentada uma análise sobre o contexto eleitoral da Zâmbia em 2026 e as principais conclusões da avaliação da situação pré-eleitoral conduzida pelo Director Regional do Centro Regional Levy Mwanawasa para a Democracia e Boa Governança (LMRC), o zambiano Jean-Paul Kimonyo, permitindo que os participantes tenham uma melhor compreensão do contexto político, institucional e eleitoral do país.
As eleições de 13 de Agosto deverão opor o actual Presidente Hakainde Hichilema, líder do Partido Unido para o Desenvolvimento Nacional (UPND), que procura a reeleição para um segundo mandato, ao principal candidato da oposição, Brian Mundubile, apoiado pela Frente Patriótica (PF), depois do antigo Presidente Edgar Lungu ter sido considerado inelegível pelo Tribunal Constitucional por já ter cumprido o limite constitucional de mandatos.
Desde a reintrodução do multipartidarismo, em 1991, a Zâmbia consolidou-se como uma das democracias mais estáveis da África Austral, tendo conhecido diversas alternâncias de poder através das urnas.
Em 2021, Hakainde Hichilema derrotou Edgar Lungu, num acto eleitoral amplamente reconhecido pela comunidade internacional como livre e credível, reforçando a reputação democrática do país.










