9 de August, 2026
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Mariquinha António sonha contribuir no desenvolvimento da saúde em Angola

Marquinha António é uma das jovens angolanas radicada no Brasil onde frequenta licenciatura em saúde na especialidade de fisioterapia, sendo que um dos seus sonhos consiste na aposta na formação para contribuir com o desenvolvimento da saúde em Angola

Natural do município de Cacuaco, em Luanda (Angola), Marquinha Catunda António é estudante de Fisioterapia na Universidade Estadual de Goiás (UEG), no Brasil, onde frequenta o curso através de uma bolsa de estudos do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (IGNABE).

A jovem chegou ao Brasil em 2024 com um objectivo bem definido: adquirir conhecimentos e competências que lhe permitam, no futuro, contribuir para a melhoria dos serviços de saúde em Angola.

Paralelamente a sua formação académica, exerce a função de presidente da comunidade angolana na cidade de Goiás, representando uma geração de jovens angolanas que vê na formação no exterior uma alavanca para o desenvolvimento do país.

O seu percurso académico começou no Colégio Jakob Marengo, na Namíbia, onde concluiu o ensino de base. Posteriormente, regressou a Luanda, onde terminou o ensino médio no Colégio Sacrinor.

Prosseguir os estudos e obter uma formação de excelência sempre fizeram parte dos seus objectivos, tendo em vista contribuir para o fortalecimento do sector da saúde em Angola.

Segundo Marquinha António, a escolha pela Fisioterapia surgiu da vontade de cuidar das pessoas e ajudá-las a recuperar a qualidade de vida.

“Eu escolhi a Fisioterapia porque gosto muito de cuidar das pessoas e ajudar a recuperar a sua qualidade de vida. A fisioterapia ajuda os idosos a manter a independência, a prevenir quedas e a viver com mais qualidade de vida. São áreas que oferecem grandes resultados na recuperação dos pacientes e exigem constante actualização”, afirmou.

Comunidade angolana em Goiás e o processo de adaptação

Na qualidade de presidente da comunidade angolana na cidade de Goiás, Marquinha explica que a organização reúne perto de 45 angolanos. A oportunidade de assumir a liderança surgiu em função da confiança depositada pelos colegas, da responsabilidade demonstrada e da vontade de representar os interesses dos estudantes angolanos.

Sobre a adaptação ao Brasil, reconhece que o processo foi desafiante devido às diferenças no sistema de ensino, mas considera que a experiência contribuiu significativamente para o seu crescimento pessoal e académico.

“A adaptação foi um processo de aprendizagem. Aprendi a respeitar as diferenças culturais e a gerir as minhas despesas com responsabilidade”, salientou.

Além da vida académica, Marquinha também se dedica ao empreendedorismo. É proprietária de um espaço de estética, onde presta serviços maioritariamente a mulheres de diferentes nacionalidades, com maior incidência de clientes brasileiras.

Realça que o ramo da estética complementa a sua renda e, graças a ele, conseguiu desenvolver competências nas áreas de gestão e atendimento ao público.

Quanto aos seus planos para o futuro, a jovem pretende concluir a licenciatura, especializar-se numa área da Fisioterapia, realizar o mestrado, expandir o seu negócio e continuar a servir a comunidade.

Sem familiares no Brasil, afirma que a adaptação foi facilitada pela rede de apoio que construiu ao longo do tempo.

“Não tenho familiares no Brasil. Vim sozinha para estudar, mas, ao longo do tempo, construí uma rede de apoio com amigos, colegas e a comunidade angolana”, refere.

Regressar a Angola e colocar os conhecimentos adquiridos ao serviço do país é um dos seus maiores objectivos. Marquinha sonha contribuir para o fortalecimento do sector da saúde e para a formação de profissionais, além de desenvolver projectos sociais em benefício da comunidade.

Ressalta que quer regressar preparada para contribuir com a saúde, a formação profissional e projectos sociais da comunidade angolana.

A distância da família, dos amigos, da culinária, da cultura e da alegria do povo angolano continua a ser um dos maiores desafios. Para minimizar as saudades, acompanha diariamente a realidade do país através das redes sociais e mantém contacto frequente com os familiares.

Manifestou o desejo de ver mais investimento na educação, na saúde, no emprego e em oportunidades para os jovens angolanos.

Como mensagem final, Marquinha António deixa um apelo aos angolanos, especialmente aos jovens, para que apostem na formação, trabalhem com dedicação e nunca desistam dos seus sonhos.

“Juntos podemos construir uma Angola cada vez melhor.”

Centro de Articulação com a Diáspora (CAD)

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