11 de August, 2026
#Angola

Ministro Filipe Zau reconhece o papel de Cuba nas transformações registadas em Angola

O ministro da Cultura, Filipe Zau, reconheceu, segunda-feira, em Havana, o papel de Cuba nas transformações sociais, políticas e económicas de Angola, com realce para os sectores da educação, da saúde e do desenvolvimento humano.

Filipe Zau fez estas declarações à cadeia de televisão Telesur, à margem do 1º Colóquio Internacional “Fidel: Legado e Futuro”, que decorre na capital cubana até quinta-feira.

O ministro da Cultura sublinhou que Angola mantém um sentimento de gratidão para com Cuba pelas demonstrações de solidariedade prestadas durante os difíceis anos de guerra que o país enfrentou.

Destacou igualmente a figura do antigo Presidente cubano, Fidel Castro, e o seu papel na projecção dos movimentos progressistas, bem como a capacidade de inspirar povos na defesa da independência e da dignidade.

O colóquio decorre até 13 de Agosto, data do centenário do líder histórico da Revolução Cubana, e constitui um espaço académico, político e científico de reflexão sobre a vida, obra e pensamento de Fidel Castro.

Participam no encontro mais de mil e.500 delegados, dos quais mais de mil estrangeiros provenientes de cerca de 60 países, que abordam a figura de Fidel Castro como revolucionário, estadista e estratega militar, bem como o seu ideário político e social e a construção do socialismo em Cuba.

A delegação angolana é chefiada pelo primeiro vice-presidente da Assembleia Nacional, Américo Cuononoca, e, para além do ministro da Cultura, integra técnicos do Parlamento e do Ministério da Cultura, bem como funcionários da Missão Diplomática de Angola em Cuba.

À margem do colóquio, Filipe Zau participou na abertura da 34.ª Feira Internacional do Livro de Havana, dedicada ao centenário do nascimento de Fidel Castro e à Federação Russa.

A Feira Internacional do Livro de Havana realiza-se anualmente desde a década de 1980 e constitui um espaço de intercâmbio cultural e de conhecimento.

A presente edição disponibiliza cerca de 1.300 novidades editoriais e dois milhões de títulos, de acordo com a organização.

A Embaixada de Angola em Havana participa no evento com um stand que apresenta obras de autores clássicos da literatura angolana, peças de arte e outras expressões do mosaico cultural do país.

Em 2013, Angola foi o país convidado de honra da 22.ª edição da Feira Internacional do Livro de Havana, participação que levou a Cuba mais de 100 angolanos, entre escritores, artistas de várias disciplinas, agentes culturais, críticos de arte e jornalistas.

Angola e Cuba têm excelentes relações diplomáticas e de amizade. Cuba ajudou o Governo angolano a combater as forças invasoras do então regime do apartheid da África do Sul nos anos de 1970 e 1980.