Ministro das Relações Exteriores aborda a participação da diáspora afrodescendente no desenvolvimento de África
O Embaixador Téte António, Ministro das Relações Exteriores, recebeu, sábado, 25 de Setembro, em Nova Iorque, o Reverendo Kevin Jonhson, com quem abordou questões ligadas à participação da diáspora afrodescendente no desenvolvimento de África.
O encontro serviu para as duas entidades trocarem opiniões sobre o contributo que as comunidades afrodescendentes podem prestar ao crescimento económico e social do continente, através do reforço dos laços históricos, culturais, académicos, religiosos e empresariais com os países africanos.
Os dois interlocutores analisaram também a importância estratégica dos investimentos associados ao Corredor do Lobito, projecto que reforça as ligações de transporte e comércio entre Angola, a República Democrática do Congo e a Zâmbia e cria oportunidades para a integração económica regional.
O projecto tem ainda relevância no acesso e no transporte de minerais críticos, com impacto nas cadeias de valor ligadas à transição energética.
A realização das eleições gerais em Angola, previstas para 2027. também fez parte dos assuntos abordados, no quadro da vida política nacional e do calendário constitucional do país.
Outro tema em análise foi o papel das igrejas no sector da educação, com referência à contribuição das instituições religiosas para a formação académica, capacitação dos jovens e desenvolvimento social.
A participação das igrejas na sociedade angolana tem sido igualmente enquadrada pelo Estado no âmbito da promoção da paz, da harmonia social e da formação dos cidadãos.
O encontro enquadrou-se ainda no esforço de Angola para aprofundar as relações com a diáspora africana e afrodescendente, uma dimensão que tem ganho espaço na diplomacia angolana.
Em contactos anteriores com representantes afrodescendentes dos Estados Unidos, o Ministro Téte António abordou a necessidade de reforçar os vínculos entre Angola e as comunidades afrodescendentes, tendo em conta os laços históricos resultantes da presença de milhões de africanos nas Américas durante o período do tráfico transatlântico de escravos.
A aproximação à diáspora tem igualmente sido associada a iniciativas nas áreas do ensino superior, empreendedorismo e inovação, com a participação de organizações da diáspora e instituições africanas em programas que visam promover intercâmbios académicos, oportunidades de investimento e cooperação no espaço africano.










