3 de October, 2026
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Formar para responder melhor: 333 enfermeiros reforçam competências em cuidados intensivos

O Ministério da Saúde (MINSA), através do Instituto de Especialização em Saúde (IES), em articulação com a Unidade de Implementação do Programa de Formação de Recursos Humanos para a Saúde (UIP-PFRHS), está a reforçar a preparação especializada de 333 enfermeiros de diferentes regiões do País para a assistência ao doente crítico.

Iniciada a 28 de Setembro de 2026, a formação em Cuidados Intensivos aposta numa forte componente prática e no recurso à simulação clínica avançada, permitindo aos profissionais vivenciar cenários próximos da realidade hospitalar e desenvolver competências para responder a situações de elevada complexidade clínica.

A Ministra da Saúde, Dra. Sílvia Paula Valentim Lutucuta, tem destacado a formação especializada como um investimento estratégico na valorização dos profissionais e no reforço da capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.

Na mesma linha, o Gestor Técnico da UIP-PFRHS, Prof. Dr. Job Monteiro, realça que a qualificação em áreas críticas contribui para consolidar, em Angola, uma força de trabalho mais especializada e preparada para os desafios da assistência à população.

Segundo a coordenadora nacional do curso, Dra. Kátia Estarda, a primeira semana foi marcada por exercícios práticos orientados para o aperfeiçoamento da tomada de decisão, identificação precoce da deterioração clínica, comunicação e trabalho em equipa.

A metodologia de simulação permite aos formandos actuar perante diferentes cenários clínicos, avaliar o seu desempenho, corrigir procedimentos e repetir as intervenções num ambiente seguro, contribuindo para maior confiança e preparação antes da aplicação das competências em situações reais.

Um dos momentos de destaque da primeira semana foi dedicado ao Suporte Básico de Vida e ao Suporte Avançado de Vida, de acordo com as recomendações da American Heart Association (AHA).

Conduzida pelo Professor Doutor Nelito Barros, a actividade colocou os participantes perante cenários simulados de emergência, incluindo situações de paragem cardiorrespiratória e arritmias potencialmente graves, exigindo uma resposta coordenada e baseada em protocolos.

Para além das competências técnicas, os exercícios permitiram reforçar aspectos fundamentais para a assistência ao doente crítico, nomeadamente comunicação, liderança, tomada de decisão e trabalho em equipa.

A formação conta com a participação de professores brasileiros, no âmbito da cooperação Angola–Brasil, em articulação com a equipa nacional de coordenação, promovendo a partilha de conhecimentos e experiências.

Os formandos beneficiam igualmente de acompanhamento pedagógico, estudo orientado e acesso a recursos digitais, numa abordagem destinada a consolidar os conhecimentos e favorecer a sua aplicação no contexto assistencial.

A formação em Cuidados Intensivos integra a estratégia do Programa de Formação de Recursos Humanos para a Saúde (PFRHS), financiado pelo Banco Mundial, que prevê formar 38.000 profissionais até 2028, com uma forte aposta na formação em Angola.

A meta contempla, entre outras áreas, a formação de 9.000 enfermeiros, 9.000 técnicos de enfermagem, 9.000 técnicos de diagnóstico e terapêutica e 3.000 médicos, além de profissionais do regime geral.

Até 30 de Setembro de 2026, o PFRHS contabilizava 22.018 profissionais abrangidos pela formação, dos quais 13.249 são mulheres, correspondendo a 60,1%.

Do universo registado, 20.260 profissionais foram formados em Angola, enquanto 1.758 realizaram formação no exterior do País.

Actualmente, 897 bolseiros encontram-se em formação no exterior, enquanto 855 profissionais já concluíram os respectivos cursos.

A formação avançada em Cuidados Intensivos constitui, assim, um investimento no reforço das competências dos profissionais e na capacidade do Serviço Nacional de Saúde para responder a situações clínicas de maior complexidade e risco.

Ao combinar conhecimento científico, experiência prática, simulação clínica e trabalho em equipa, a iniciativa contribui para uma resposta mais rápida e qualificada ao doente crítico.

Fonte: GTICI / IES / UIP-PFRHS, Ministério da Saúde, Luanda, 3 de Outubro de 2026