Mesa-redonda sobre negócios em Angola junta empresários sul-africanos e angolanos
MESA REDONDA SOBRE NEGÓCIOS EM ANGOLA JUNTA EMPRESÁRIOS SUL-AFRICANOS E ANGOLANOS
“Faça negócios em Angola” – Foi o título genérico da mesa redonda que juntou neste fim de semana, numa unidade hoteleira na cidade de Sandton, Africa do Sul, mais de quatro dezenas de homens e mulheres de negócios dos dois países.
O Doing Business in Angola, promovido pela Embaixada de Angola na África do Sul em parceria com a Câmara de Comércio de Portugal – Africa do Sul, serviu para a instituição angolana apresentar aos participantes as novas oportunidades de investimento, comércio e parcerias que o mercado angolano oferece, baseadas numa nova legislação mais protectora dos interesses dos investidores, independentemente da sua origem.
Segundo Nelson de Sousa, Ministro Conselheiro, que abriu o certame, em representação do Embaixador da República de Angola na áfrica do Sul, João Baptista Domingos Quiosa, o investimento na economia angolana é uma mais valia para empresários visionários, dos dois países e não só, pelo facto da economia angolana estar a registar um crescimento real, que, já em 2024 atingiu 4,4 por cento, num mercado de aproximadamente 36 milhões de consumidores.
O diplomata angolano procurou mostrar onde as capacidades sul-africanas se conectam com as prioridades de desenvolvimento de Angola e como esse alinhamento pode se convertido em projectos estruturados e financiáveis, numa altura em que o estado angolano está a investir em novas cadeias de valor, enfra-estruturas e capacidade produtiva.
Nestes pressupostos destacou-se a intervenção do Director Executivo do Banco BIC, Mauro Rogério, qua atende os interesses corporativos na Namíbia e Africa do Sul, que elucidou os presentes sobre a forma como a instituição que representa se está a inserir neste contexto, tornando-se um real facilitador dos negócios e investimentos nos dois países.
A percepção sobre os investimentos conectados ao Corredor do Lobito, como armazenagem, cadeia de frio, rastreamento digital de carga e seguros, suscitaram atenção especial dos investidores e empresários que olham para o projecto como uma oportunidade de promover um ecossistema comercial, industrial, agrícola e logístico que pode servir um mercado de mais de 300 milhões de consumidores.
A África do Sul continua a ser o principal parceiro comercial de Angola no continente africano e cerca de vinte empresas sul-africanas já possuem presença no mercado angolano, numa presença estratégica que se pretende fortalecer para responder com maior eficácia à lógica da SADC e da Zona de Comércio Livre Continental Africana.











