Angola reafirma na ONU compromisso com o Direito ao Desenvolvimento e apresenta resultados do PND 2023–2027
Angola reafirmou nesta quarta-feira, (23), o seu compromisso com o desenvolvimento inclusivo e sustentável durante a reunião de alto nível para comemorar o 40.º Aniversário da Declaração sobre o Direito ao Desenvolvimento, realizada em Nova Iorque à margem da 81.ª sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas.
A delegação angolana encabeçada pelo Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes e integrada pela Embaixadora, Ana Maria de Oliveira, Representante Permanente de Angola junto das Nações Unidas em Genebra, destacou o progresso do país na execução do Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2023–2027, tendo revelado que 71,48% das prioridades previstas já registaram acções concretas no segundo trimestre do ano em curso.
Nesse contexto, Angola defendeu que o direito ao desenvolvimento deve ir além do mero crescimento económico e a dignidade humana, a participação pública e a partilha equitativa devem estar no centro das políticas governamentais.
Alinhado com a Agenda 2030 e os Objectivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, Angola apresentou dados do balanço operacional recente, que totaliza 650 acções, umas em curso e outras concluídas no segundo trimestre de 2026, com a monitorização contínua de 400 indicadores de desempenho.
O Ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Marcy Lopes enfatizou que o impacto real destas políticas depende da superação de desafios estruturais globais e locais, como a pobreza, a insegurança alimentar, o desemprego, a informalidade e o acesso desigual ao financiamento e à tecnologia.
Por outro lado, o governante angolano sublinhou que a eficácia institucional, a transformação digital e o investimento em capital humano são vitais para traduzir compromissos em melhorias mensuráveis na vida dos cidadãos.
Durante a sessão do evento que assinala as quatro décadas da Declaração de 1986, Angola fez um forte apelo ao reforço da cooperação internacional e do multilateralismo.
Na declaração, o Ministro Marcy Lopes frisou que nenhum país consegue alcançar o desenvolvimento pleno de forma isolada, e nesse sentido instou a comunidade global a assegurar um ambiente financeiro adequado, maior transferência de conhecimento tecnológico e parcerias internacionais que respeitem as soberanias e prioridades de cada Nação para que “ninguém seja deixado para trás”.
Angola cumpre o seu mandato no Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas para o triénio 2026 – 2028, após ter sido eleita em outubro de 2025.










