30 de September, 2026
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Graduação económica de Angola exige maior financiamento e reformas estruturais

A necessidade de transformar a graduação formal de Angola numa plataforma de consolidação económica sustentável foi reforçada durante a 73ª Sessão da Comissão de Comércio e Desenvolvimento da CNUCED, realizada na sede da Organização, em Genebra, de 14 a 25 de Setembro, com participação de diplomatas da Missão Permanente de Angola junto da ONU e de outras Organizações internacionais.

Durante o encontro de 12 dias, os participantes sublinharam que a transição da categoria de Países Menos Avançados (PMA) para outro nível de graduação só será bem-sucedida se resultar na melhoria efectiva das condições de vida das populações.

A sessão avaliou a contribuição da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (CNUCED) para a implementação do Programa de Acção de Doha para os PMA, analisando o período entre o terceiro trimestre de 2025 e o segundo trimestre de 2026.

Este programa, que abrange a década 2022–2031, visa apoiar as Nações mais vulneráveis na superação de fragilidades estruturais e no reforço das suas capacidades produtivas.

Embora se reconheça o papel da CNUCED no apoio aos países, os participantes alertaram que a execução do plano global está aquém das metas preconizadas.

Consideraram que o principal obstáculo não é a falta de iniciativas, mas sim a insuficiente escala, previsibilidade e continuidade do financiamento internacional.

A própria Organização reconheceu que grande parte da sua assistência depende de contribuições extra orçamentais voluntárias, o que limita a capacidade de resposta face à procura crescente.

Diante deste cenário, a representação diplomática de Angola sugeriu que o país deve aprofundar a cooperação com a CNUCED através da apresentação de projectos nacionais concrectos e da mobilização de assistência técnica direcionada para as áreas onde persistem as maiores debilidades.

As recomendações finais apontam que as prioridades decisórias de Angola devem focar-se nomeadamente no fortalecimento das capacidades produtivas e diversificação económica, agregação local de valor, bem como a integração entre os sectores dos serviços, agricultura e indústria.

As recomendações incluem a melhoria das infraestruturas físicas e digitais e redução dos custos comerciais, gestão sustentável da dívida pública e a criação de mecanismos de transição que evitem a retirada abrupta do apoio internacional.

Nesse contexto, a graduação económica de Angola deverá traduzir-se em avanços reais e mensuráveis, nomeadamente no aumento da produtividade, na criação de emprego, na diversificação de receitas e no reforço da resiliência face a choques externos.