2 de October, 2026
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Angola alinha políticas de segurança laboral no sector a retalho com directrizes globais da OIT em Genebra

Angola participou activamente na reunião técnica sobre segurança e saúde ocupacional (SSO) no sector retalhista, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que decorreu de 28 de setembro e 2 de outubro em Genebra, Suíça.

A delegação técnica angolana foi constituída por Edna Capalo, Diretora Nacional do Comércio, e por Suzilene Dala, Inspectora Geral Adjunta para Área de Higiene, e Segurança no Trabalho da Inspecção Geral do Trabalho.

A participação angolana surge num momento estratégico de crescimento acentuado do sector do retalho em Angola, impulsionado pela expansão contínua de supermercados e grandes cadeias de distribuição logística.

O principal objectivo da participação angolana ao evento centrou-se na recolha de subsídios estratégicos para o desenvolvimento socioeconómico e legislativo nacional, uma experiência que permitirá aos sectores envolvidos realinhar as políticas nacionais em curso e actualizar a regulamentação de higiene, saúde e segurança no trabalho, por forma a facilitar a transposição das novas directrizes globais da OIT para o ordenamento jurídico de Angola.

Outro foco para Angola reside no fortalecimento e no aumento da protecção legal da classe trabalhadora.

Convocado pela OIT, o encontro teve como meta central examinar a fundo as condições de SSO num ambiente laboral em constante mutação.

Os debates abordaram o impacto do uso crescente da tecnologia tendo avaliado tanto as oportunidades geradas como os desafios emergentes para o sector, com vista à adopção de conclusões e recomendações práticas globais.

Durante os cinco dias de trabalho, o evento reuniu delegações tripartidas constituídas por governos, associações de empregadores e sindicatos de 187 Estados-membros, além de peritos internacionais.

A agenda de trabalhos cobriu um amplo espectro de riscos tradicionais e novos desafios no comércio retalhista, divididos em temas prioritários designadamente riscos físicos e ergonómicos que envolvem movimentação manual de cargas, quedas ao mesmo nível e acidentes em postos de trabalho.

Incluiu factores psicossociais como gestão de fadiga crónica, níveis de estresse, combate à violência no ambiente laboral, bem como transformação digital com o impacto da automação e da reorganização das rotinas de trabalho na saúde mental e física dos profissionais.

Outra abordagem incidiu sobre segmentos específicos como a análise das vulnerabilidades nas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e os desafios inerentes ao mercado informal de retalho.

A OIT, única agência tripartida das Nações Unidas dedicada à promoção da justiça social e dos direitos humanos laborais, encerrou os trabalhos reforçando a necessidade do cumprimento das normas internacionais para assegurar o trabalho decente e seguro à escala global.