Angola alinha políticas de segurança laboral no sector a retalho com directrizes globais da OIT em Genebra
Angola participou activamente na reunião técnica sobre segurança e saúde ocupacional (SSO) no sector retalhista, promovida pela Organização Internacional do Trabalho (OIT), que decorreu de 28 de setembro e 2 de outubro em Genebra, Suíça.
A delegação técnica angolana foi constituída por Edna Capalo, Diretora Nacional do Comércio, e por Suzilene Dala, Inspectora Geral Adjunta para Área de Higiene, e Segurança no Trabalho da Inspecção Geral do Trabalho.
A participação angolana surge num momento estratégico de crescimento acentuado do sector do retalho em Angola, impulsionado pela expansão contínua de supermercados e grandes cadeias de distribuição logística.
O principal objectivo da participação angolana ao evento centrou-se na recolha de subsídios estratégicos para o desenvolvimento socioeconómico e legislativo nacional, uma experiência que permitirá aos sectores envolvidos realinhar as políticas nacionais em curso e actualizar a regulamentação de higiene, saúde e segurança no trabalho, por forma a facilitar a transposição das novas directrizes globais da OIT para o ordenamento jurídico de Angola.
Outro foco para Angola reside no fortalecimento e no aumento da protecção legal da classe trabalhadora.
Convocado pela OIT, o encontro teve como meta central examinar a fundo as condições de SSO num ambiente laboral em constante mutação.
Os debates abordaram o impacto do uso crescente da tecnologia tendo avaliado tanto as oportunidades geradas como os desafios emergentes para o sector, com vista à adopção de conclusões e recomendações práticas globais.
Durante os cinco dias de trabalho, o evento reuniu delegações tripartidas constituídas por governos, associações de empregadores e sindicatos de 187 Estados-membros, além de peritos internacionais.
A agenda de trabalhos cobriu um amplo espectro de riscos tradicionais e novos desafios no comércio retalhista, divididos em temas prioritários designadamente riscos físicos e ergonómicos que envolvem movimentação manual de cargas, quedas ao mesmo nível e acidentes em postos de trabalho.
Incluiu factores psicossociais como gestão de fadiga crónica, níveis de estresse, combate à violência no ambiente laboral, bem como transformação digital com o impacto da automação e da reorganização das rotinas de trabalho na saúde mental e física dos profissionais.
Outra abordagem incidiu sobre segmentos específicos como a análise das vulnerabilidades nas micro, pequenas e médias empresas (MPMEs) e os desafios inerentes ao mercado informal de retalho.
A OIT, única agência tripartida das Nações Unidas dedicada à promoção da justiça social e dos direitos humanos laborais, encerrou os trabalhos reforçando a necessidade do cumprimento das normas internacionais para assegurar o trabalho decente e seguro à escala global.










