4 de November, 2026
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Angola reafirma nas Nações Unidas em Genebra compromisso com conservação de Zonas Húmidas

Angola reafirmou o seu empenho na protecção ambiental e na segurança hídrica durante o briefing executivo sob o tema “Posicionar as zonas húmidas na agenda mundial da água”, que decorreu esta terça-feira (3) no Palácio das Nações Unidas, em Genebra.

A Embaixadora Ana Maria de Oliveira, Representante Permanente de Angola junto da UNOG destacou a importância estratégica destes ecossistemas para a biodiversidade e subsistência das populações na África Austral.

Durante a sua intervenção, a diplomata apresentou os progressos substanciais de Angola na implementação da Convenção de Ramsar.

O principal destaque incidiu sobre Lisima Lya Mwono, classificado como a primeira zona húmida angolana de importância internacional, que abrange uma extensão aproximada de 5,37 milhões de hectares.

Adicionalmente, a Embaixadora informou que o Governo angolano identificou onze zonas húmidas prioritárias com potencial para futura classificação como sítios Ramsar.

Entre os avanços práticos, a ficha informativa do Saco dos Flamingos já foi submetida à apreciação do Secretariado da Convenção, enquanto os trabalhos preparatórios relativos às zonas de Kumbilo e Saurico avançam em diferentes fases de desenvolvimento.

O plano nacional inclui ainda acções contínuas de monitorização das zonas húmidas costeiras, das aves migratórias e dos respectivos habitats.

A diplomata angolana aproveitou o fórum internacional para manifestar total disponibilidade em aprofundar a cooperação técnica e financeira internacional.

“Os objectivos imediatos passam pelo desenvolvimento do inventário nacional das zonas húmidas, elaboração de planos de gestão integrados e reforço da protecção das bacias hidrográficas partilhadas na região”, referiu a Embaixadora.

A fechar a declaração, Ana Maria de Oliveira apontou a Conferência das Nações Unidas sobre a Água de 2026, a ter lugar em Abu Dhabi, Emirados Árabes Unidos, como uma plataforma crucial e uma oportunidade soberana para mobilizar novas parcerias e financiamento internacional.

“O objectivo é converter os compromissos políticos assumidos pelo Estado angolano em acções práticas com impacto directo na preservação dos ecossistemas e no bem-estar das populações locais”, concluiu.