Missão Permanente de Angola em Genebra celebra Dia da Independência Nacional com foco no multilateralismo e cultura angolana
A Missão Permanente da República de Angola junto do Escritório das Nações Unidas e Organizações Internacionais em Genebra realizou, quinta-feira, (5) o acto de celebração do 51.º aniversário da Independência Nacional, com um evento de carácter político, diplomático e cultural que reforçou o compromisso do país com o multilateralismo e a afirmação internacional.
A efeméride, que assinala a data em que os angolanos conquistaram o direito inalienável de decidir o seu próprio destino, decorreu na sede da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI) e serviu de mote para homenagear os heróis da pátria sob o lema “Unidos na construção de uma Angola democrática, una e indivisível”.
No plano político e diplomático, a Embaixadora Ana Maria de Oliveira, Representante Permanente de Angola junto da UNOG e outras Organizações Internacionais em Genebra reafirmou o compromisso do Estado com o sistema multilateral consagrado na Carta das Nações Unidas como garante da paz, da segurança internacional e do desenvolvimento sustentável.
Na ocasião, expressou um agradecimento público aos Estados-membros da ONU pela confiança depositada em Angola, eleita há cerca de um ano para o Conselho de Direitos Humanos para o mandato de 2026 a 2028.
A diplomata reiterou a intenção de Angola exercer as suas funções de forma responsável, colaborativa e orientada para resultados concretos, respeitando a soberania dos Estados-membros.
A nível regional, destacou o papel de Angola na integração económica e estabilidade de África, com ênfase no desenvolvimento do Corredor do Lobito e na realização da Bienal de Luanda (Fórum Pan-Africano para a Cultura da Paz e Não-Violência), uma iniciativa conjunta com a UNESCO e a União Africana.
“Estes esforços traduzem o compromisso do Presidente da República, João Lourenço, com a paz e o progresso no continente africano”, referiu a Embaixadora.
Face aos desafios da diversificação económica, a diplomata angolana salientou a aposta do Executivo no desenvolvimento do capital humano para garantir serviços públicos modernizados e qualificados.
O evento contou ainda com uma palavra de reconhecimento dirigida aos parceiros internacionais e à comunidade angolana residente na Suíça pelo seu espírito patriótico e contributo para o futuro democrático do país.
A vertente cultural do acto ficou marcada pela exaltação da identidade nacional, incluindo exibição de dança tradicional angolana, uma exposição fotográfica e uma mostra de peças representativas do artesanato nacional, unindo a diplomacia à promoção do património de Angola no exterior.










