Do Kilamba KIaxi para o Porto: Avelino Morais Bunga sonha ser um Mestre em Xadrez
Por Gaspar Florêncio
Jovem praticante do desporto-ciência, o xadrez, Avelino Morais Bunga, tem origens familiares na província do Uíge, da qual diz gostar, mas foi no Golf1 (Avô Kumbi), Município do Kilamba Kiaxi, no hospital do Avô Kumbi, que nasceu, a 7 de Maio de 2006.
Como surge o gosto pelo xadrez?
Muito cedo vi no desporto uma oportunidade e em 2018 de forma tímida comecei a ter contactos com alguns praticantes, inteirava-me das regras dos Ranking e daí ter sonhado tornar-me um Mestre de xadrez. Por isso deixei Angola em 2024 e vim para Portugal, onde vivo na cidade do Porto, sob total responsabilidade do presidente do clube Macovi, com o propósito fazer formações profissionais. Encontro-me a fazer Informática de Gestão.
Estando em Portugal, quantos torneios já ganhou?
Já ganhei alguns, não tenho em mente quantos, são circuitos de campeonatos que acontecem na cidade do Porto.
Qual é o seu grande sonho?
Tornar-me Mestre de xadrez e estar entre os três melhores jogadores de Angola. Terminar a formação para poder ter um emprego digno e estabilidade financeira. Angola estará em breve numa competição internacional na Itália e estou a preparar-se com afinco para essa participação. Considero ter alguma experiência e estou a preparar-me muito bem, com uma rotina de treinos semanais com colegas também experientes. Nos meus tempos livres, jogo xadrez online
Que saudades tem de Angola?
Não escondo que tenho saudades, saudades da família, principalmente dos meus pais e irmãos, mas com o avanço das novas tecnologias tenho falado com eles, o que me dá forças e sinto a energia que eles transmitem. Esta força encoraja-me a continuar e seguir os meus sonhos.
Na recta final desta entrevista, o jovem xadrezista apela a que se aposte mais no xadrez, incentivando as crianças a aprenderem a jogar, entende ser útil e muito satisfatório: “Faz muito bem a mente, dá o poder de decisão, ensina a pensar antes de agir”, afirma.












