17 de June, 2026
#Destaques #Mundo

Angola advoga rigor técnico e equidade geográfica na reforma dos recursos humanos da UA

A República de Angola reiterou, neste dia 17 de Junho de 2026, em Adis Abeba, o seu firme cometimento com a integridade e a conclusão do Processo SACA (Auditoria de Competências e Avaliação), sustentando que a almejada equidade na representação geográfica dos Estados-Membros deve coexistir perfeitamente com os mais elevados padrões de mérito e excelência profissional.

A posição do Estado angolano foi defendida por Miguel César Domingos Bembe, Embaixador na Etiópia e Representante Permanente junto da União Africana (UA) e da Comissão Económica das Nações Unidas para África (UNECA), ao intervir na 52.ª Sessão Ordinária do Comité de Representantes Permanentes (CRP).

Na sua intervenção, o diplomata angolano acentuou que o actual estágio do processo reflecte a maturidade política da organização, em estrita observância das directrizes estratégicas emanadas do Conselho Executivo em Malabo, República da Guiné Equatorial, em 2025.

Na oportunidade, expressou o reconhecimento de Angola à Comissão da União Africana (CUA) pelo êxito alcançado na colocação de mais de 80% do pessoal técnico, facto que qualificou como um marco indelével de modernização.

Sublinhando uma premissa central de governação, o Embaixador Miguel Domingos Bembe advertiu que a soberania institucional da organização está intrinsecamente ligada à sua autonomia financeira e à consolidação de um quadro de funcionários próprio.

Nesse sentido, apontou a resolução dos 20% de casos pendentes como o teste definitivo à eficácia da reforma.

“Nenhuma organização funciona sem recursos humanos próprios e autonomia financeira para assumir os seus encargos inerentes. Esta é a essência da nossa soberania institucional”, asseverou Miguel Bembe, defendendo que o remanescente do processo seja gerido com o mesmo rigor técnico e transparência demonstrados até à data.

Ao abordar o princípio da equidade como vector de coesão pan-africana, o Chefe da Missão Diplomática angolana alertou para a necessidade de se salvaguardar a representatividade dos países sub-representados no sistema, sem que isso implique o detrimento da acuidade técnica ou da qualidade dos perfis profissionais exigidos pela União.

A concluir, o Embaixador Miguel César Domingos Bembe reafirmou o apoio incondicional da República de Angola à Comissão da UA e ao CRP, manifestando a total disponibilidade do país para cooperar activamente no encerramento célere e justo dos dossiers pendentes, dotando o continente de uma estrutura burocrática altamente qualificada e preparada para os desafios do futuro.