Embaixador anuncia para 2027 lançamento de livro sobre relações político-diplomáticas entre Neto e a Nigéria, legado e visão pan-africana
O Embaixador José Bamóquina ZAU, anunciou na noite desta quarta-feira, 16/09, o lançamento, no próximo ano, de um livro documental sobre os 50 anos da história das relações político-diplomáticas e de cooperação entre Angola e Nigéria com o objetivo de perpetuar o seu valor histórico.
O anúncio foi feito durante uma palestra denominada “PAN-AFRICANISMO NOS DISCURSOS E PROFECIAS DE NETO QUE CATALIZOU A LIBERTAÇÃO DE OUTROS POVOS”, celebrativa ao 17 de setembro, Dia do Fundador da Nação e do Herói Nacional realizada na Embaixada de Angola, em Abuja.
José Bamóquina ZAU disse na ocasião que existe um volumoso acervo documental sobre a relação do Presidente Neto com a Nigéria que deve ser organizado, sistematizado e colocado à disposição da história e das gerações vindouras.
Ele apontou os primeiros apoios de Usd 100 Milhões doados pela Nigéria, em 1975, para o funcionamento do 1º Governo de Angola; as primeiras 20 bolsas de estudos para jovens angolanos estudarem nas universidades nigerianas e a relação privilegiada de Neto com os Presidentes Murtala Ramat Muhammed e Olusegun Mathiew Obasanjo que fortaleceram a determinação de Angola de lutar pelo fim do colonialismo e da segregação racial na África Austral.
A palestra para celebrar Agostinho Neto juntou diplomatas e a comunidade angolana na Nigéria e teve como prelector o jornalista, autor e director do Novo Jornal, Armindo Laureano.
Armindo LAUREANO falou da importância da dimensão histórica da figura de Agostinho Neto como escritor e político. “A Nigéria literária conheceu Agostinho Neto antes da Nigéria política reconhecer Agostinho Neto como Presidente de Angola”, destacou o palestrante. Disse que a relação de Neto com a Nigéria ainda é insuficientemente estudada na história política, diplomática e cultural do século XX.
Armindo Laureano sustentou que o peso continental da Nigéria e a determinação do Presidente Murtala Ramat Muhammed para os processos de descolonização foi preponderante para alterar o equilíbrio político das decisões dentro da OUA, hoje, União Africana. “Lagos (antiga capital da Nigéria), não se limitou a reconhecer o Governo de Luanda dirigido por Agostinho Neto: mobilizou também a sua diplomacia para encorajar outros Estados africanos a fazê-lo”, concluiu o palestrante.
A palestra foi marcada por uma exposição da Vida e Obra do Presidente Neto e terminou com uma sessão cultural marcada por um recital dos seus poemas mais expressivos sobre a libertação de Angola e um momento de trova executado pelo músico Alberto Milando.
A ocasião serviu igualmente para a Embaixada de Angola distinguir mais de 20 trabalhadores de recrutamento local que mais se destacaram no exercício laboral do presente ano.











