23 de October, 2026
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Corpo diplomático da SADC em Cuba doa bens de primeira necessidade à Escola Especial Victoria Cuito Camavale

O corpo diplomático dos países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, SADC, acreditados na Republica de Cuba e o Instituto Cubano de Amizade com os Povos, ICAP, entregaram esta quinta feira em Havana, uma doação de bens de primeira necessidade á Escola Especial Victoria de Cuíto Cuanavale, situada há 25 quilómetros do centro da capital cubana.

A oferta incluiu alimentos, medicamentos, materiais escolares e de escritórios, meios tecnológicos, produtos de higiene e de limpeza entre outros artigos.

A cerimonia contou com a participação, os representantes diplomáticos de Angola, Africa do Sul, Moçambique, Republica Democrática do Congo, Tanzânia e Zimbabwe, que mantiveram contacto com os alunos e o corpo docente da escola.

Fundada em outubro de 1988 pelo antigo Presidente cubano Fidel Castro Ruz, a instituição tem como missão assegurar a formação integral de menores com distúrbios comportamentais, bem como prestar apoio a jovens que necessitam de orientação psicossocial.

Em representação dos diplomatas participantes, a embaixadora sul-africana, Yvonne Nkwenkwezi Phosa, evocou o legado de Fidel Castro, com destaque para a atenção que dedicou ao bem-estar das crianças e dos adolescentes cubanos e de outros países.

A diplomata salientou que a iniciativa representa, igualmente, uma homenagem aos que combateram o regime do apartheid e defenderam Angola e a África Austral, tendo considerado uma honra a realização da acção no ano do centenário do nascimento do antigo líder cubano.

A designação da escola evoca a Batalha do Cuito Cuanavale, considerada um marco na história de Angola e do continente africano, pelo seu impacto no curso dos acontecimentos políticos e militares na região austral de África.

O confronto contribuiu para o contexto que levou à assinatura dos Acordos de Nova Iorque, a 22 de Dezembro de 1988, cujos compromissos permitiram a implementação da Resolução 435/78 do Conselho de Segurança das Nações Unidas, relativa à independência da Namíbia.

O processo culminou com a independência daquele país, a 21 de março de 1990, e integrou a conjuntura regional que antecedeu o fim do apartheid na África do Sul e a libertação de Nelson Mandela, após 27 anos de prisão.

Em reconhecimento da importância histórica destes acontecimentos para a região, o dia 23 de março foi instituído, em 2018, como Dia da Libertação da África Austral