7 de October, 2026
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Ministro dos Transportes reafirma ligação aérea entre Luanda e Lusaka

O Ministro dos Transportes, Ricardo Viegas D´Abreu, informou nesta terça-feira, em Lusaka, que, ainda este ano, os voos de ligação entre Luanda e Lusaka vão ser realizados.

O Ministro dos Transportes fez este pronunciamento à margem da Segunda Reunião de Coordenação do Corredor do Lobito realizada de 5 a 6 de outubro onde representou o Presidente da República, João Lourenço.
Segundo Ricardo Viegas D´Abreu, a ligação poderá não ser feita exclusivamente pelas Linhas Aéreas de Angola (TAAG), pois existe a possibilidade de outras companhias privadas fazerem parte do processo, incluindo as transportadoras aéreas zambianas.

No ano passado, os governos de Angola e Zâmbia rubricaram um novo acordo bilateral de serviços aéreos, que permitirá que a companhia nacional de bandeira TAAG, passe a voar directamente para a Zâmbia, bem como a Zambia Airways realizar ligações aéreas para Luanda.

Na ocasião, o documento foi assinado pelo Ministro dos Transportes de Angola, Ricardo Viegas D’Abreu, e pelo Ministro dos Transportes e Logística da Zâmbia, Frank Tayali.

O Acordo Bilateral de Serviços Aéreos, assinado em 2025, é um instrumento jurídico que estabelece as bases legais necessárias para a realização de voos comerciais directos entre os dois países.

Além de actualizar e substituir o acordo anteriormente celebrado em 2014, e o Memorando de Entendimento assinado em 2017, este novo instrumento está alinhado com os princípios da Declaração de Yamoussoukro, da Agenda 2063 da União Africana e do Mercado Único Africano de Transporte Aéreo (SAATM), reforçando o compromisso de Angola com a liberalização do sector aéreo no continente africano.

O referido Acordo contempla disposições técnicas e operacionais que vão facilitar a atribuição de direitos de tráfego às companhias aéreas designadas, abrindo caminho para a criação de novas ligações directas entre Luanda e Lusaka, e, futuramente, para outras cidades relevantes da região.

Espera-se que o retorno da companhia aérea angolana melhore as viagens de passageiros e de negócios entre a Zâmbia e Angola, contribuindo também para o aumento do comércio regional, do turismo e da integração económica na região da SADC.