PGR representa Angola em encontro da Interpol sobre terrorismo nuclear e radiológico
A Procuradoria-Geral da República representou Angola no encontro do Geiger Working Group para a África Austral, realizado de 13 a 15 de Outubro, em Windhoek, Namíbia, dedicado ao reforço da cooperação e da partilha de informações no combate ao terrorismo nuclear e radiológico.
O encontro, promovido no Hotel Avani, reuniu peritos em segurança, autoridades judiciárias e policiais dos países da região, bem como representantes de organizações internacionais, para analisar os riscos associados ao tráfico ilícito e à utilização criminosa de materiais nucleares e radioactivos.
A delegação angolana integrou representantes da PGR, do Serviço de Investigação Criminal, do Serviço de Inteligência e Segurança de Estado, da Administração Geral Tributária e da Agência Reguladora de Energia Atómica, numa abordagem interinstitucional orientada para o reforço dos mecanismos nacionais de prevenção e resposta às ameaças transnacionais.
Em representação da PGR participou Dionísio Melo S. de Jesus, Procurador da República afecto à Direcção Nacional de Investigação e Acção Penal (DNIAP) e à Direcção Nacional de Prevenção e Combate à Corrupção (DNPCC). Integraram igualmente a delegação Justino Monteiro dos Santos Victoriano, Superintendente-Chefe de Investigação Criminal e Chefe de Departamento do Gabinete Nacional da INTERPOL/Angola, do SIC, Abel Paulo Gamba, Chefe do Departamento de Informação da Direcção de Serviço Antifraude da AGT, e Narciso Cláudio Bento Sambembe, especialista da AREA.
Durante os três dias de trabalhos, os participantes analisaram medidas de prevenção e mitigação de riscos relacionados com o manuseamento e o tráfico ilícito de materiais nucleares e radioactivos na região da SADC. Os debates incidiram, entre outros aspectos, sobre a partilha de informações de inteligência, tendências e ameaças emergentes, investigação criminal especializada e mecanismos de prevenção do financiamento e apoio logístico ao terrorismo.
O encontro contou com a colaboração da Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) e do Gabinete das Nações Unidas contra a Droga e o Crime (UNODC), tendo permitido o intercâmbio de experiências, metodologias e boas práticas entre os países participantes.










