Filme angolano Njinga, Rainha de Angola abre XI Ciclo de Cinema Africano no Peru
O filme angolano Njinga, Rainha de Angola marcou a abertura da décima primeira edição do Ciclo de Cinema Africano, realizado no âmbito das celebrações do Dia da Amizade Peruano-Africana, numa iniciativa que promove a divulgação da diversidade cultural e cinematográfica do continente africano no Peru.
A cerimónia inaugural, realizada na Sala Armando Robles Godoy, no edifício do ministerio da cultura do Peru contou com a exibição da produção angolana que retrata a trajectória histórica da Rainha Njinga Mbandi, uma das figuras mais emblemáticas da história de Angola e de África, reconhecida pela sua liderança, resistência e capacidade diplomática.
A obra cinematográfica permitiu ao público presente conhecer uma parte da memória histórica angolana, destacando o percurso de uma personalidade que se tornou símbolo de coragem, defesa da dignidade e afirmação de um povo.
Antes da sessão cinematográfica, o Embaixador da República de Angola no Brasil e no Peru realizou uma visita à exposição dedicada à história de Caral, antiga civilização peruana considerada uma das mais importantes referências arqueológicas da América Latina, patente no edifício do Ministério da Cultura do Peru.
Durante a visita, foram apresentadas informações detalhadas sobre a cidade sagrada de Caral, incluindo aspectos relacionados com a sua arqueologia preservada, organização social, hábitos e costumes, proporcionando um maior conhecimento sobre o património histórico e cultural peruano.
A visita contou com o acompanhamento do Director-Geral de África, Médio Oriente e Países do Golfo do Ministério das Relações Exteriores do Peru, Javier Pella, e do Director-Geral para as Indústrias Culturais do Ministério da Cultura do Peru, Carlos Alberto Solano.
O XI Ciclo de Cinema Africano 2026 reúne produções cinematográficas de Angola, Egipto e Marrocos, promovendo um espaço de intercâmbio cultural e de valorização das diferentes expressões artísticas do continente africano.
A participação angolana nesta iniciativa evidencia o crescente papel do cinema nacional como instrumento de preservação da memória colectiva, promoção da identidade cultural e divulgação da história de Angola junto de novos públicos internacionais.
O evento reforça igualmente a importância da cultura e do audiovisual como meios de aproximação entre África e América Latina, contribuindo para o fortalecimento dos laços de amizade e conhecimento mútuo entre Angola e o Peru.










