Angola prestigia Fórum Internacional em Tenerife e reafirma o Carnaval de Luanda como pilar estratégico da indústria criativa e do turismo
A República de Angola registou uma participação de elevado prestígio institucional e cultural no decurso do II Congreso Internacional de Profesionalización del Carnaval 2026, prestigiado certame que decorreu no TEA Tenerife Espacio de las Artes, na Comunidade Autónoma das Ilhas Canárias.
A delegação nacional esteve dignamente representada pelo cidadão Gelson Nogueira da Rocha dos Santos, amplamente conhecido no meio artístico como Poli Rocha, na sua qualidade de Comandante e Diretor Artístico do União Recreativo do Kilamba, agremiação do distrito urbano do Rangel, em Luanda.
A presença angolana permitiu elevar a matriz identitária, a riqueza cromática e as aspirações estruturais dos fazedores do Entrudo nacional ao núcleo do debate ecuménico sobre a economia da cultura.
O fulcro deste encontro internacional estruturou-se como um fórum de natureza estritamente académica e de concertação institucional, vocacionado para o intercâmbio de modelos de gestão pública, a preservação dos ofícios tradicionais, a sustentabilidade ambiental, a inovação e a transição digital no seio das indústrias culturais.
Por configurar um espaço de reflexão programática e cooperação técnica bilateral, o evento não contemplou o agendamento de desfiles artísticos conjuntos na via pública, orientando-se, em exclusivo, para a capacitação e robustecimento das estruturas organizativas internas de cada nação face aos desafios socioeconómicos contemporâneos.
A sessão solene de abertura mereceu a alta chancela de dignitários do Governo de Canárias, assinalando-se as alocuções da Presidenta do Cabildo de Tenerife, Rosa Dávila, e do Alcalde de Santa Cruz de Tenerife, José Manuel Bermúdez, os quais convergiram na qualificação do Carnaval enquanto vetor macroeconómico fundamental para o erário local e regional.
O congresso afirmou-se como uma plataforma transcontinental de diplomacia cultural, congregando especialistas, artesãos e investigadores de três continentes: Europa, África e América.
O painel de experiências internacionais reuniu representações oficiais de topo provenientes de Angola, em emanação do Carnaval de Luanda, do Brasil, com o Carnaval do Rio de Janeiro, da Itália, sob a égide do Carnaval de Veneza, e de múltiplas províncias de Espanha, com realce para o Carnaval de Águilas, na Região de Múrcia, e manifestações etnográficas insulares de relevo como Los Indianos e Los Carneros de Tigaday.
No uso da palavra, o Comandante Poli Rocha expressou o legítimo orgulho e a honra institucional de atestar, perante a comunidade internacional, que Angola partilha de um destino histórico comum e converge rigorosamente com as melhores práticas e dinâmicas globais do setor. Na sua fundamentada alocução, o representante angolano sustentou que o Carnaval deve ser estrategicamente tutelado e gerido como uma cadeia de valor económico, geradora de emprego qualificado, receita e desenvolvimento sustentável para as comunidades.
Outrossim, o preletor acentuou a premente necessidade de inserção do Carnaval de Luanda nas principais rotas do turismo internacional, potenciando o seu impacto coreográfico e musical para a atração de investimento direto estrangeiro.
Concluiu a sua intervenção com um apelo veemente à contínua dotação orçamental e salvaguarda social da classe carnavalesca angolana, sublinhando que as agremiações tradicionais carecem de uma atenta proteção institucional, linhas de financiamento estáveis e uma profunda consideração pelo seu papel na preservação da soberania cultural.
O encerramento dos trabalhos resultou na adoção de sólidos compromissos estratégicos exarados em sede de painéis técnicos.
Registou-se pleno consenso quanto à incorporação subsidiária da inteligência artificial e de ferramentas de transformação digital na modelagem de indumentárias cénicas, sem detrimento da matriz artesanal originária.
Foram igualmente validadas diretrizes ecológicas para a introdução de matérias-primas recicláveis na manufatura de adereços de grande porte. No domínio laboral, o fórum preconizou o reconhecimento formal dos mesteres tradicionais do Entrudo, como a costura de arte e a cenografia artística, preconizando a criação de módulos de formação técnica para acautelar o indispensável relevo geracional.
O acto de encerramento foi outrossim pontuado pela outorga de distinções de mérito outorgadas pela Associação de Designers e Artesãos do Carnaval aos criadores Santi Castro e Jorge González, bem como ao Conselheiro Efraín Medina, pelo seu assinalável patrocínio institucional à preservação do sector.
A designação do Comandante Poli Rocha como embaixador cultural em Tenerife reflete o reconhecimento oficial do seu percurso de excelência e inovação no Carnaval angolano.
Descendente de uma linhagem firmemente vinculada à valorização das tradições rítmicas e sob cuja liderança o União Recreativo do Kilamba celebrou a conquista do seu sexto troféu da Classe A no Carnaval de Luanda, na edição de 2026, o perito consolidou um estatuto de invulgar relevo. Sob a sua égide artística, a referida agremiação inscreveu um feito inédito nos anais do Carnaval de Luanda ao alcançar o tetracampeonato consecutivo no período compreendido entre 2023 e 2026.
Ao fixar novos recordes de pontuação jurídica, Poli Rocha sedimentou uma hegemonia absoluta na Nova Marginal, mercê de exibições que harmonizam a vanguarda coreográfica com a revitalização de traços etnográficos ancestrais, tais como o xinguilamento e o cortejo das beçanganas.
Mediante esta profícua e aplaudida missão internacional, a representação angolana logrou não apenas internacionalizar a riqueza patrimonial do País, mas igualmente sedimentar uma rede de cooperação institucional que impulsionará os níveis de profissionalização e o prestígio ecuménico do Carnaval de Luanda nas épocas subsequentes.
Fundado no histórico reduto do Rangel, o União Recreativo do Kilamba afirma-se hoje como uma das maiores potências e referências absolutas do Entrudo angolano, distinguindo-se pelo seu rigor organizativo, sumptuosidade visual e compromisso com o resgate patrimonial.
Sob a liderança estratégica de Poli Rocha, a agremiação transcendeu as fronteiras da Nova Marginal de Luanda para se posicionar como um autêntico modelo de embaixada cultural e economia criativa em África, transformando a mística da dança Semba e a devoção dos seus integrantes num exemplo global de preservação da identidade nacional.









