Cineastas e realizadores angolanos corpo de jurados do Festival Internacional de Cinema e Migração de Agadir
Marrocos será palco da 21ª edição do Festival Internacional de Cinema e Migração, que acontece de 8 a 13 de Dezembro de 2025, em Agadir.
Esta edição é organizada em parceria e colaboração com o Conselho Regional de Souss Massa, o Conselho da Prefeitura de Agadir, a Prefeitura Urbana de Agadir, o Conselho da Comunidade Marroquina no Exterior, o Centro de Cinema Marroquino, a Agência Nacional para o Desenvolvimento de Oásis e Áreas de Argan, a ARIHA (Associação Regional de Hoteleiros e Profissionais da Indústria do Turismo), a Universidade Ibn Zohr, a Câmara de Comércio, Indústria e Serviços (CCIS), organizações da sociedade civil e outros parceiros institucionais públicos e privados.
O programa deste ano inclui a exibição, em concursos oficiais, de oito longas-metragens e oito curtas-metragens, todas elas versando sobre o tema da migração. Estas obras foram produzidas entre 2024 e 2025 e representam cerca de vinte países, para além de Marrocos. A maioria delas será exibida em Agadir em estreia mundial.
A avaliação da selecção das longas-metragens é confiada a um júri internacional de cinema, presidido pelo romancista e diplomata marroquino Abdelkader Chaoui, e composto por membros como a realizadora e produtora malgaxe Maéva Ranaïvojaona, o realizador e argumentista angolano Dom Pedro, o realizador e produtor marroquino Hamid Basket e o realizador, produtor e argumentista brasileiro Sérgio Tréfaut.
Este ano, o festival institui um prémio em homenagem a Paulin Soumanou Vieyra, cineasta e crítico beninense que viveu entre 1925 e 1987. O prémio será entregue por um júri de críticos de cinema presidido por Mohammed Chouika, com a assistência de Ahmed Sijilmassi e Abdelkrim Wakrim.
Na categoria de curtas-metragens, o júri é presidido pelo realizador angolano Pocas Pascoal e composto pela jornalista e ativista cultural berbere Amina Bencheikh e pelo jornalista e ator Lahoucine Echaabi.
Fiel à sua tradição de celebração de figuras do mundo do cinema e da cultura, serão prestadas homenagens à franco-senegalesa Rama Yade, ex-Secretária de Estado dos Negócios Estrangeiros e dos Direitos Humanos da República Francesa, ao realizador e ator belga-marroquino Nabil Benyadir e ao produtor e realizador marroquino Fouad Challa.
O festival celebra a magia do cinema em todo o seu esplendor e promete aos seus convidados e ao público em geral uma programação rica e variada, incluindo exibições de filmes em competição no cinema Sahara e fora de competição durante as noites no Cine-plage, destinadas ao público em geral, à beira da emblemática baía de Agadir, encontros artísticos e culturais, workshops temáticos e conferências sobre diversos temas relacionados com a arte e as questões da migração.
Referir que o cineasta angolano Dom Pedro, está radicado em França e tem trabalhado ao longo da sua carreira em vários projectos culturais, ganhando notoriedade mundial em 2011, com o filme “Tango Negro: As raízes africanas do tango”, tendo, dois anos mais tarde conquistado o Festival Internacional de Cinema de Angola.
Pocas pascoal, está entre Angola, França e Portugal, a realizadora reflete sobre memória, exílio e o olhar negro no cinema.
O seu percurso é o espelho de uma luta persistente por representação, justiça e liberdade criativa. O impulso de criar levou-a, em 1998, à sua primeira curta-metragem, e, alguns anos mais tarde, à realização de Por Aqui Tudo Bem (2011), também conhecido como Alda e Maria, a sua primeira longa-metragem de ficção. Os filmes dos cineastas e realizadores angolanos constam, igualmente, da lista de filmes a serem exibidos ao longo da 21ª edição do Festival Internacional de Cinema e Migração de Agadir.






