João Rosa Santos é Imortal da Academia Brasileira de Escritores e passa a ser seu embaixador em Angola
O jornalista e escritor angolano João Rosa Santos foi empossado e assumiu já a cadeira número 37, na qualidade de Imortal, da Academia Brasileira de Escritores (ABRESC), quinta-feira última (04), em São Paulo, Brasil.
Na cerimónia foram, entre outros, igualmente imortalizados, Amosse Mucavele, de Moçambique, e Vera Duarte, de Cabo Verde, sendo na ocasião os três escritores africanos indicados embaixadores culturais da Academia nos seus países.
“É para mim, como seria para qualquer outro escritor angolano, motivo de grande alegria ocupar esta cadeira, uma distinção que muito me honra, orgulha e catapulta a minha trajectória no mundo da literatura”, afirmou João Rosa Santos.
Referindo- se à distinção como Imortal, disse que a surpresa foi agradável e reconheceu que, “quem vive de verdade nunca morre.”
O novo embaixador cultural da ABRESC em Angola assumiu o compromisso de respeitar e prestigiar a memória da Instituição que, como referiu, é um símbolo da literatura brasileira, um espaço de resistência intelectual, de pensamento livre, do cultivo da palavra e da democracia cultural.
“Estou a viver um sonho, é um momento especial na minha vida, não é fácil integrar uma comunidade de escritores, leitores e cidadãos comprometidos com o mérito,” referiu o também membro da União dos Escritores Angolanos.
Na oportunidade, o Presidente da Academia Brasileira de Escritores, João Paulo Vany, depois de desejar e sucessos aos empossados, recordou que os objectivos da Instituição continuam a ser a formação de leitores, o combate à desinformação, a ampliação da cidadania, a internacionalização, o fortalecimento das vozes marginalizadas e o compromisso com a dignidade humana.
João Rosa Santos que tem já publicados cerca de 15 livros de bolso, nomeadamente, “Quando o Coração Chora”, “Contornos da Vida”, “Que Mal Fizemos Nós”, “Croningolando”, “Preta Fula”, “Ndolo”, B”alabina Kuanza”, “Etu Mu Dyetu”, “Sexta Festa”, “Tilito Santos”, “Ana Maxinde”, “Perdidos e Achados”, “Caixa Preta”, prevê lançar em Janeiro de 2026, em Luanda, a sua obra autobiográfica intitulada, “Sou Eu – Andando Por Aí”.
O novo imortal da Academia Brasileira de Escritores nasceu na província de Malanje, é Mestre em Assessoria de Imagem e Consultoria Política, membro da União dos Escritores Angolanos, da Liga da Velha Guarda de Malanje e da Associação Tilito Santos.
De referir que os titulares dessas posições honoríficas são embaixadores da palavra que ocupam cadeiras reservadas a personalidades com destacada actuação na educação e reconhecido empenho na formação de novos leitores.
A Academia Brasileira de Escritores nasceu de um esforço colectivo e do ideal de valorizar a literatura, a cultura e o pensamento crítico, nas suas múltiplas formas, promovendo o diálogo literário e o intercâmbio entre países, autores e instituições.












