Téte António destaca no Cairo importância da cooperação abrangente entre a Rússia e África
O ministro das Relações Exteriores, Téte António, afirmou neste sábado, 20 de Dezembro, em Cairo, que a 2.ª Conferência Ministerial da Parceria Rússia-África representou um passo institucional importante para consolidar uma cooperação abrangente entre a Rússia e os países africanos, com foco na implementação do Plano de Acção 2023-2026, expansão do comércio, investimentos e cooperação técnica.
Para o chefe da diplomacia angolana que falava durante a inauguração oficial do referido evento, com a parceria Rússia-Africa abre-se uma nova perspectiva de maior integração económica e oportunidades de desenvolvimento multidimensional.
Para Angola, disse o Ministro Téte António, a participação neste evento confirma o interesse em fortalecer as relações bilaterais e regionais* abrindo portas a novos investimentos, projectos económicos e cooperação técnica de longo prazo.
A 2.ª Conferência Ministerial da Parceria Rússia-África foi um encontro de alto nível entre os Ministros dos Negócios Estrangeiros e das Relações Exteriores e outros altos representantes africanos e da Rússia.
O evento dá continuidade à cooperação estabelecida no âmbito da parceria Russia-Africa e visa implementar, monitorizar e impulsionar o Plano de Acção 2023-2026, aprovado após a primeira edição realizada em Sochi, na Federação Russa.
O foco principal foi o de avaliar o progresso e incentivar a execução integral deste Plano, que prevê cooperação em várias áreas-chave, tais como o comércio, investimentos, economia, segurança, energia, educação e tecnologia.
No evento, os Ministros falaram da necessidade da promoção do crescimento do comércio e do investimento, abordaram a questão da segurança, paz e estabilidade; a integração económica e soberania, a capacitação técnica e transferência de tecnologia e ainda o desenvolvimento de infraestrutura e educação.
Segundo declarações oficiais russas, a parceria tem uma base estratégica de longo prazo que respeita a soberania dos países africanos e os princípios de cooperação sem imposição externa, alinhada com a Agenda 2063 da União Africana.
A conferência reforçou a intenção de ampliar o comércio bilateral, aumentar investimentos mútuos, expandir a integração económica e desenvolver mecanismos de liquidação em moedas nacionais, particularmente com países da África subsaariana.












