4 de May, 2026
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Embaixada de Angola reforça laços culturais com o Brasil em cerimónia tradicional em Goiás

A Embaixada da República de Angola no Brasil participou, no dia 3 de Maio de 2026, numa cerimónia cultural e espiritual no Estado de Goiás, reafirmando os laços históricos e identitários entre os dois países.

A delegação, liderada pelo ministro conselheiro José da Silva Daio, partiu de Brasília pelas 08h00, percorrendo cerca de 60 quilómetros até ao Terreiro Tumba Inzo Ana Nzambi Junsara, localizado no Espaço Cultural Águas de Menina. À chegada, foi recebida pela liderança local, Tata Ngunzetala.

Num gesto simbólico de grande significado, a delegação procedeu à entrega da bandeira da República de Angola à liderança do terreiro, reforçando a ligação cultural e espiritual entre Angola e as comunidades afro-brasileiras.

Durante a visita, os diplomatas angolanos participaram numa exposição sobre a “caboclada”, apresentada como uma encruzilhada afro-ameríndia que evidencia a fusão de tradições culturais. O chefe da delegação assinou ainda o livro de honra da instituição.

A cerimónia foi marcada por cânticos, danças e invocações à ancestralidade africana, com destaque para Angola e a República Democrática do Congo. Registaram-se momentos de forte expressão cultural, incluindo cânticos em língua kimbundu, evidenciando a profunda ligação entre as tradições afro-brasileiras, como a Umbanda, e as raízes angolanas.

O encontro abordou igualmente o contexto político e social no Brasil, com enfoque nas eleições de 2026. Foram levantadas preocupações , tendo candidatos a cargos legislativos apresentado propostas centradas na redução das desigualdades e na promoção da liberdade religiosa.

A segunda parte da cerimónia assumiu um carácter mais espiritual, com manifestações de incorporação de entidades ancestrais, seguindo-se um almoço de confraternização com pratos típicos da região, muitos dos quais evocando a gastronomia angolana.

A participação da Embaixada de Angola neste evento sublinha a importância da diplomacia cultural na aproximação entre os povos e na valorização das raízes comuns. Ao longo da cerimónia, uma mensagem destacou-se entre os presentes: “os tambores jamais serão calados e os turbantes jamais serão esquecidos.”