Cimeira Extraordinária de Luanda terminou: África tem de financiar as suas prioridades de paz e segurança”, disse Évariste Ndayishimiye, líder da UA.
Ao fim da tarde deste domingo, 30 de Agosto, finalizaram em Luanda os trabalhos da Cimeira Extraordinária da União Africana dedicada ao Reforço dos Mecanismos de Prevenção e Resolução dos Conflitos em África.
A reunião de alto nível – uma iniciativa de Angola – foi dirigida pelo Presidente em exercício da União Africana, Évariste Ndayishimiye (Chefe de Estado do Burundi) e constou de dois momentos essenciais: reunião ministerial de preparação (na véspera, sábado 29) e o encontro de líderes, que congregou Chefes de Estado e de Governo ou seus representantes, no domingo, 30.
No final dos trabalhos, o Presidente da organização política continental lembrou que a cimeira foi realizada num contexto marcado por desafios de segurança complexos, conflitos armados, terrorismo, extremismo violento, crises políticas, mudanças inconstitucionais de governos, deslocamentos forçados, ameaças cibernéticas, desinformação e rivalidades geopolíticas.
Évariste Ndayishimiye observou que, diante destes desafios, a África deve reforçar a sua capacidade de prevenir conflitos e resolvê-los por vias pacíficas.
Exortou também para a urgência que o continente tem de financiar as suas prioridades de paz e segurança.
“As promessas de Luanda, os compromissos de Luanda, não devem ser apenas declarações de princípio. Devem culminar com resultados concretos e mensuráveis no terreno”, resumiu o Presidente em exercício da União Africana.
Uma última palavra foi reservada para o Presidente da República de Angola, João Manuel Gonçalves Lourenço, a quem o Presidente em Exercício da União Africana agradeceu, uma vez mais, o empenho como Campeão da União Africana para a Paz e reconciliação. Agradecimentos também ao Governo e ao Povo angolano pela sua “calorosa hospitalidade”.










