24 de May, 2026
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Homenageados Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria em Copperbelt

Os Antigos Combatentes e Veteranos de Pátria angolanos residentes em Kitwe, província de Copperbelt, República da Zâmbia, foram homenageados hoje, quarta-feira, com menção honrosa, cestas básicas e um almoço de confraternização pela sua participação no início da luta de libertação nacional.

A homenagem, uma iniciativa da Chancelaria de Defesa da Missão Diplomática de Angola na República da Zâmbia, abrangeu viúvas e 18 Antigos Combatentes participantes no acto do 4 de Fevereiro, tendo o mais velho 90 anos de idade e o mais novo 70.

No acto, dirigido pelo Ministro Conselheiro da Missão Diplomática de Angola na Zâmbia, Estevão Jai, foi enaltecido o apoio do governo zambiano, bem como pela amizade e cooperação que sempre caracterizaram as relações entre os dois países e povos.

Estevão Jai admitiu ser fundamental que os dois Governos continuem a trabalhar juntos para enfrentar os desafios comuns e aproveitar as oportunidades que se apresentam.

“A Zâmbia desempenhou um papel relevante no contexto da nossa luta pela libertação total do hediondo regime colonial. A sua hospitalidade e solidariedade foram fundamentais para o sucesso da nossa luta”, afirmou.

O Antigo Combatente e Veterano da Pátria, Tito Praia, destacou que quando começou a guerra no actual município de Luau (Teixeira de Sousa) foram tratados por loucos por estarem envolvidos numa luta desproporcional, onde o colonialista tinha armas e os angolanos apenas a vontade de vencer e muita gente morreu, mas a independência foi alcançada.

Tito Praia, de 88 anos de idade, residente no distrito de Kasompe (Chingola) recordou que quando recomeçou a luta fratricida, grande parte dos antigos combatentes voltou a pegar em armas para que a paz definitiva fosse alcançada.
Chiteta Bernua Chizelu, de 80 anos de idade residente no distrito de Muchinshi (Chingola) nasceu na cidade de Ndalatando, Cuanza Norte, explicou a sua participação na luta de libertação, descrevendo o percurso, feito durante anos, a pé entre a Zâmbia e o leste de Angola para levar armas e alimentos aos combatentes escondidos nas matas.

O veterano da pátria descreveu igualmente, como militar, como foram feitas as suas deslocações para a Tanzânia e Congo, bem como a sua formação na antiga União Soviética e Egipto, para aperfeiçoar a táctica militar, motivo pela qual os combatentes não devem ser ignorados pelo governo angolano, principalmente os residentes na Zâmbia.

Presenciaram no acto, que decorreu Sob o lema: “Preservando os Valores da Pátria, Honremos os Nossos Heróis” e encerrado com o almoço de confraternização e a entrega de cartões consulares, líderes da comunidade angolana na província de Copperbelt.